Rádio Cidade Ibirubá
Luciano Roewer avalia eleição nacional, relação com Zucco e aproximação da direita
Presidente do PL defendeu articulação com o governo estadual e afirmou que a campanha aproximou lideranças, mas negou negociações sobre a próxima disputa municipal

Na avaliação de Roewer, benefícios e promessas anunciados pelo governo durante o período eleitoral influenciaram a disputa presidencial. Ele questionou os custos dessas medidas e defendeu o fim da reeleição, com a adoção de mandato de seis anos. Seu argumento é que a busca pela permanência no poder estimula decisões que comprometem as contas públicas.
Luciano sustentou que a assistência às pessoas vulneráveis deve ser acompanhada de desenvolvimento e oportunidades de trabalho. Também apontou os juros, os impostos e o endividamento como obstáculos à economia. Apesar da derrota presidencial de seu candidato, reconheceu a formação de novas lideranças na direita e destacou o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) entre os nomes com projeção nacional.
Proximidade com Zucco abre espaço para demandas de Ibirubá
No Rio Grande do Sul, a eleição de Zucco no primeiro turno foi apresentada como uma oportunidade de ampliar a participação de Ibirubá nas decisões estaduais. Luciano anunciou que ele e a prefeita Jaqueline participariam de uma reunião em Porto Alegre para representar o município nas discussões da transição.
A presença do PL nos governos estadual e municipal foi abordada como um fator de proximidade política. Questionado sobre obras como a pavimentação da RS-506 e outras demandas regionais, entretanto, Luciano não anunciou recursos, prazos ou compromissos específicos. Afirmou que a execução dos investimentos dependerá das condições financeiras do Estado e da recuperação econômica.
“Nós vamos brigar com unhas e dentes por Ibirubá e pela região”, declarou.
O dirigente destacou que essa articulação deverá envolver também representantes de outras siglas que participaram da coligação e afirmou que os municípios precisam ser considerados pelo governo independentemente do partido de seus prefeitos.
Ao defender a administração de Jaqueline e do vice-prefeito Silvestre Rebelato (MDB), Luciano ressaltou a atuação conjunta dos dois. Também apontou a pressão sobre os serviços públicos decorrente das dificuldades econômicas das famílias. Sua avaliação é que a proximidade com o governo estadual precisará se traduzir em capacidade de encaminhar demandas, sem desconsiderar as limitações orçamentárias.
Para 2028, a principal questão foi se a união construída na campanha estadual e presidencial poderia aproximar os grupos da direita também na disputa municipal. Luciano afirmou que procurou lideranças de diferentes partidos para trabalhar por um objetivo comum, superando divergências da eleição anterior.
Como exemplo, relatou que o espaço utilizado pela campanha recebeu materiais de candidatos de outras siglas. Segundo ele, a bandeira do PL foi retirada e substituída pela identificação “Unidos pelo Brasil”, numa tentativa de dar ao local um caráter de mobilização conjunta.
A aproximação, contudo, ainda não representa uma aliança para 2028. “Agora, sentar para falar em eleição municipal, não teve nenhuma conversa”, afirmou. Luciano disse que houve identificação em algumas pautas e abertura para o diálogo, mas também reconheceu que parte das pessoas se aproximou enquanto outras permaneceram afastadas.
Questionado sobre a possibilidade de uma eleição de consenso, evitou antecipar uma definição. Sua posição foi de manter as conversas e avaliar os pontos de convergência entre as lideranças. “São pessoas de Ibirubá, são famílias conhecidas, somos muito mais parecidos do que diferentes, por isso formamos uma comunidade”, declarou.




