Obras avançam em diferentes frentes e ampliam investimentos em infraestrutura em Ibirubá
Ponte dos Freitas, pavimentações, habitação, saúde e espaços públicos integram pacote de projetos

Ibirubá manteve diferentes frentes de obras em andamento e outras já licitadas para os próximos meses, envolvendo infraestrutura urbana e rural, habitação, saúde, esporte e espaços públicos. Ao detalharem os projetos, o vice-prefeito Silvestre Antônio “Tuta” Rebelato e o engenheiro civil Jeferson Muller também destacaram o tempo necessário entre o planejamento e a execução e o desafio de manter os investimentos diante da redução de aproximadamente R$ 4 milhões na previsão de receitas municipais.
Entre as principais intervenções está a reconstrução da Ponte dos Freitas, no interior. A antiga estrutura já apresentava problemas e acabou interditada após uma tentativa de intervenção emergencial. “A gente constatou que ela não tinha mais condição nem de ser reformada”, explicou Muller. O município chegou a buscar recursos estaduais, mas decidiu assumir o investimento. A nova ponte será de concreto armado, com 17 metros de comprimento, 6,40 metros de largura e capacidade para 45 toneladas. A previsão é de cerca de dois meses de obras. “Eu acredito que fique pronta antes. Vai depender muito do tempo”, projetou o engenheiro, apontando novembro como prazo de conclusão.
A substituição gradual de pontilhões de madeira também faz parte do planejamento para o interior. Na Linha Pulador Sul, uma nova intervenção já está sendo encaminhada com galerias de concreto. “Vamos trabalhando em pontos para ir substituindo todos esses pontilhões de madeira por galerias”, afirmou Muller.
Na área urbana, avançaram as intervenções nas ruas Antônio Silvino Rodrigues e 3 de Outubro, com drenagem, substituição de meios-fios e recuperação da pavimentação. A Rua Vasconcelos Pinto também está licitada e terá inicialmente melhorias na drenagem. Depois dessa etapa, a pavimentação deverá ser rápida. “É uma obra de 30 dias, no máximo”, afirmou.
No interior, estão programados aproximadamente dois quilômetros de pavimentação poliédrica, divididos entre Linha Oito e Passo Bonito. Muller explicou que a escolha pelo calçamento está diretamente relacionada ao custo. “É na base de R$ 400 mil, R$ 450 mil um quilômetro”, comparou. Já o asfalto executado diretamente sobre estrada de chão pode ultrapassar R$ 1 milhão por quilômetro. O calçamento também cria uma base que poderá receber asfalto futuramente.
Casas Populares
Na habitação, o Loteamento Renascer, no Alto da Floresta, prevê 60 moradias, sendo 20 convencionais e 40 em steel frame. “Estamos com a rede elétrica concluída, rede de água e esgoto concluída, drenagem praticamente concluída, 90%, e pavimentação poliédrica com mais de 70%”, detalhou Muller.
Outras obras incluem a primeira etapa de uma quadra esportiva no bairro Hermany, iluminação do campo do Atlético em Arroio Grande, ampliação do Centro Social Floresta e intervenções em espaços de lazer nos bairros Unida e Hermany, além da reforma na Praça Maria Gorete, ao lado do Postão. Na saúde, seguem em execução as obras do CAPS e de uma Unidade Básica de Saúde. Também está prevista a reorganização do Parque de Máquinas, com novas estruturas para a Secretaria de Obras e oficina mecânica.
O conjunto de investimentos ocorre, porém, diante de uma revisão das receitas municipais. Segundo Tuta, a projeção orçamentária encolheu aproximadamente R$ 4 milhões. “Começa também a dar uma dor de cabeça porque tu começa a ver o orçamento encolhendo”, afirmou. A orientação às secretarias passou a ser de contenção de despesas. “Tem que ir cortando, porque senão chega ao fim do ano e não tem recurso para saúde, não tem recurso para educação”, acrescentou.
Muller destacou ainda que uma obra não começa imediatamente após a decisão de executá-la. Projetos, licitações, documentação e análise da capacidade técnica das empresas podem levar meses. “Uma elaboração de um projeto desses demanda no mínimo 30 dias. Depois a gente encaminha para o setor de licitações e tem todo o trâmite”, explicou. Para atender ao volume de projetos, o setor de obras públicas também foi reforçado. “Foram contratados mais dois engenheiros”, informou.
Para Tuta, o desafio é compatibilizar demandas, execução e disponibilidade financeira. “Você tem que ter planejamento”, resumiu. Sobre a Ponte dos Freitas, reforçou ainda o caráter institucional do investimento: “A ponte não é do Tuta, a ponte é da administração municipal”.
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