Zucco defende presença no interior e explica participação seletiva em debates
Justifica sobre a participação ou não em em debates foi feita durante passagem por Ibirubá em entrevista á Rádio Cidade 104.9 FM

A passagem de Luciano Zucco (PL) por Ibirubá, na terça-feira (8), colocou no mesmo espaço lideranças e apoiadores de municípios da região durante almoço realizado no CTG Rancho dos Tropeiros. Acompanhado da candidata a vice-governadora Silvana Covatti (Progressistas), Zucco aproveitou a agenda para defender as propostas da chapa e explicar por que tem participado de alguns debates da campanha eleitoral e deixado de comparecer a outros.
“Recebemos mais de 40 convites. Se aceitasse todos, não estaria aqui em Ibirubá ouvindo vocês. É importante estar na linha de frente”, afirmou Zucco ao ser questionado sobre a ausência em determinados debates. Para o candidato, o formato atual limita a discussão mais aprofundada das propostas. “Em um debate hoje te dão dois minutos para resolver um problema. Dos dois minutos, 40 segundos são para se defender de um ataque, 40 para atacar e 30 segundos para falar de um tema.”
Zucco foi além e avaliou que parte dos debates passou a ser utilizada principalmente como instrumento de repercussão nas redes sociais. “O debate se transformou em um recorte para a internet”, declarou. Segundo ele, a chapa não deixou de participar desses encontros, mas procura conciliar os compromissos com as agendas presenciais. “Silvana e eu já fizemos cinco debates. Amanhã ela fará outro. Então isso se transformou em uma moda de redes sociais. O importante é mostrar os projetos que temos e nossa equipe.”
CORTE DE GASTOS
Na apresentação das propostas, Zucco afirmou que uma eventual gestão pretende diminuir a estrutura administrativa. “Vamos cortar secretarias, reduzir o aparato estatal e entregar resultados”, disse. O candidato também defendeu uma nova agenda econômica e de infraestrutura para o Rio Grande do Sul, citando “crescimento, infraestrutura logística, conectividade no interior, energia trifásica, uma agenda com menos burocracia e licenciamentos mais rápidos”.
Outro ponto abordado foi a atuação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). “A Fepam tem que ser uma aliada. Respeitamos o meio ambiente, mas não pode bloquear, como está fazendo, o desenvolvimento da nossa gente, dos empresários e do empreendedorismo”, declarou. Zucco também defendeu maior articulação política do Rio Grande do Sul com o governo federal, argumentando que projetos estruturantes dependem de decisões em Brasília. “Não somos uma ilha. Os temas que precisamos passam por Brasília”, afirmou, citando entre as demandas a duplicação da BR-290 e projetos nas áreas portuária e aeroportuária.
Na saúde, Zucco mencionou as filas para exames, cirurgias e consultas como um dos problemas que pretende enfrentar. Também criticou as condições da malha rodoviária e os indicadores educacionais do Estado. “Precisamos de uma nova agenda”, resumiu, ao defender que o próximo governo concentre esforços em infraestrutura, serviços públicos e desenvolvimento econômico.
Silvana destaca rodovias, saúde e educação
Candidata a vice-governadora na chapa de Luciano Zucco, Silvana Covatti (Progressistas) aproveitou para falar das condições das rodovias apareceram como uma das principais preocupações. Questionada sobre o que encontrou nas estradas da região, foi enfática: “É um caos absoluto. Nós temos acompanhado e visitado todas as regiões do nosso Estado.”
Silvana relacionou a necessidade de recuperação da malha rodoviária diretamente à economia do Alto Jacuí, especialmente pela dependência do agronegócio e da agroindústria. “Ainda mais nesta região, que é uma zona de agroindústria, de agricultura muito forte, as pessoas estão preocupadas. No nosso plano de governo está a recuperação e a duplicação das nossas rodovias”, afirmou. Para a candidata, melhorar as condições de deslocamento e escoamento da produção deverá estar entre as primeiras ações de uma eventual gestão. “Infraestrutura em primeiro lugar”, reforçou.
A saúde foi outro tema destacado. Conforme Silvana, uma reclamação encontrada em diferentes regiões está relacionada à distância entre os municípios e os serviços utilizados como referência para determinados atendimentos. “Todas as regiões nos pediram que prestássemos especial atenção à saúde na questão das referências, que estão muito afastadas umas das outras”, relatou. Segundo ela, essa organização obriga pacientes a percorrer grandes distâncias. “Nosso Estado termina com as ambulâncias correndo pelas rodovias com os pacientes”, acrescentou.
Educação, segurança e agricultura também foram incluídas entre os eixos defendidos pela chapa. “Essas são nossas prioridades: infraestrutura, saúde, educação, segurança e a nossa agricultura”, resumiu Silvana. A candidata reforçou, dessa forma, que as propostas apresentadas durante os roteiros buscam contemplar tanto serviços públicos essenciais quanto setores diretamente ligados à geração de renda nos municípios do interior.
Ao ser questionada sobre como executar investimentos diante da dívida do Rio Grande do Sul e das limitações financeiras do Estado, Silvana apontou a renegociação da dívida como parte da estratégia. “A renegociação da dívida depende de uma boa relação política do Estado com Brasília”, afirmou. Segundo ela, a questão já havia sido apresentada ao candidato à Presidência apoiado pela chapa. “Já entregamos esse ofício ao nosso amigo e futuro parceiro, Flávio Bolsonaro. Ele já sabe, esteve aqui no Estado neste fim de semana e garantiu a renegociação da dívida e retomar o Propag”, declarou. Para Silvana, a medida seria necessária para ampliar a capacidade de investimento: “Precisamos do Propag para continuar com o desenvolvimento do nosso Estado.”
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