Ibirubá, 25 de Setembro de 2026

Quando Ibirubá ia ao cinema: as memórias do Cine Teatro Apolo

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Andrei Grave- Repórter Rádio Cidade 104.9 e Jornal OAJ

Quando Ibirubá ia ao cinema: as memórias do Cine Teatro Apolo

Uma antiga imagem da Rua do Comércio devolve aos ibirubenses um pedaço de uma cidade que já não existe da mesma forma. No cenário aparece a construção de um prédio que atravessou gerações, mas ficou eternizado na memória de muitos por um nome: Cine Teatro Apolo.

Imagine um domingo à noite. Famílias caminhando para o centro, amigos encontrando-se na calçada e casais chegando para a sessão. Nas décadas de 1950, 1960 e 1970, ir ao cinema fazia parte da vida social de Ibirubá e atraía também moradores da região.

Ligado à família Fredrich e a outros sócios, o imóvel teve Flávio Goelzer Lima como inquilino e proprietário do cinema. Em um dos períodos de maior movimento, o Apolo teria realizado cerca de 220 exibições em um único ano.

E o cinema começava antes do filme. Cerca de meia hora antes da sessão, músicas tocavam nos alto-falantes e chegavam à Rua do Comércio. Depois vinham os ingressos, as balas de castanha, o apagar das luzes e o silêncio diante da tela.

Roberto Fredrich Lima viveu aquele universo por dentro. “Já fui porteiro, vendedor de entradas e balas, além de operar os projetores. Tenho muitas saudades”, recordou.

Nos grandes sucessos, como os filmes de Teixeirinha, as filas chegavam a dobrar o quarteirão. E entre aquelas cadeiras também nasceram namoros e aconteceram muitos primeiros beijos.

O prédio possuía palco, camarins, mezanino, tela côncava e sala de projeção. Décadas depois, permanece na Rua do Comércio, hoje ocupado pela Capital 922. O cinema fechou, mas quem viveu aqueles domingos ainda consegue ouvir, pela memória, a música anunciando que a sessão estava prestes a começar.

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