06 de Fevereiro, 2026 09h02mCRUELDADE ANIMAL por Jardel Schemmer- Repórter Rádio Cidade 104.9

Sequência de mortes de cães e gatos em Selbach levanta suspeita de envenenamento

Casos ocorreram ao longo de uma semana, concentram-se em uma mesma região do município e seguem sob investigação

Uma sequência de mortes de cães registrada ao longo de uma semana em Selbach, no Noroeste do Rio Grande do Sul, gerou apreensão entre moradores e mobilizou protetores de animais e forças de segurança. Ao menos 10 cães morreram em circunstâncias que apresentam sinais compatíveis com possível intoxicação. Os casos ocorreram em áreas próximas entre si, o que reforçou o alerta na comunidade. Também houve registros de gatos mortos e de outros animais desaparecidos na mesma região.
A situação começou a ganhar visibilidade na quarta-feira da semana passada, quando moradores passaram a divulgar nas redes sociais o desaparecimento da cadela Mila, um animal comunitário bastante conhecido. A partir dessa mobilização inicial, outros relatos começaram a surgir, indicando que o caso não era isolado. “Quando fomos atrás da Mila, percebemos que havia outros cães desaparecidos na mesma área. As informações começaram a chegar praticamente ao mesmo tempo”, relata Mirian Maldaner, da ONG Cão Viver Selbach.
Entre os animais citados estava Fofo, que tinha tutor, mas costumava circular livremente pelo bairro e também recebia cuidados de moradores. Conforme o levantamento feito pela ONG, pelo menos três cães desapareceram em um curto intervalo de tempo, todos na mesma localidade, o que acendeu o alerta entre os protetores.
No dia seguinte, a situação se agravou com a informação de que a Secretaria de Obras do município havia recolhido três cães já em óbito. Segundo Mirian, os animais apresentavam sinais clínicos sugestivos de intoxicação, como salivação excessiva, e foram encontrados em pontos próximos entre si. “Esses animais foram recolhidos já sem vida e tiveram o destino adequado. Depois, uma das cadelas foi reconhecida como sendo a Maria, que constava entre as desaparecidas”, explica.
Com o avanço dos dias, novos casos passaram a ser relatados. Um gato foi encontrado morto em outra área próxima, enquanto moradores informaram o desaparecimento de gatos comunitários que costumavam circular pela mesma região. Na sequência, a ONG recebeu uma denúncia sobre a desova de um cão no interior do município. O animal foi localizado enterrado dentro de um saco plástico e reconhecido pela própria tutora. “A decomposição já estava bastante avançada, o que impossibilitou qualquer confirmação sobre a causa da morte”, afirma Mirian.
Ainda durante o mesmo período, outro cão foi encontrado com vida, apresentando sinais graves de intoxicação. Ele foi encaminhado para atendimento veterinário, mas não resistiu. Esse é, conforme a ONG, o único caso que possui laudo veterinário, apontando sinais clínicos compatíveis com intoxicação, embora sem identificação laboratorial da substância envolvida.
Ao final do levantamento, 10 mortes de cães foram oficialmente registradas e comunicadas à Polícia Civil, que instaurou investigação para apurar os fatos. A Brigada Militar também foi acionada e acompanha o caso. Mirian reforça que, apesar dos fortes indícios, é necessário cautela. “A gente precisa ser muito responsável. São possíveis casos de envenenamento. O que existe são sinais clínicos e uma grande concentração de ocorrências em um curto espaço de tempo”, pondera.
Enquanto as investigações seguem, o clima entre moradores e protetores de animais é de insegurança e angústia. “É muito triste não conseguir dar uma resposta e não saber se isso vai parar. A gente acorda todos os dias com medo de receber mais uma notícia dessas”, desabafa Mirian.
A ONG Cão Viver Selbach segue monitorando a situação e reforça o pedido para que qualquer informação seja repassada às autoridades. “Qualquer informação pode ser fundamental. Pedimos que as pessoas entrem em contato conosco ou façam denúncia anônima diretamente à Brigada Militar ou à Polícia Civil”, finaliza.

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