
O oftalmologista Dr. Jackson Jacques de Castro alerta que medir o grau não substitui uma avaliação clínica detalhada, e reforça a importância de cuidar da visão desde a infância até a terceira idade.
A saúde dos olhos é frequentemente deixada em segundo plano, embora a visão seja um dos sentidos mais importantes para a qualidade de vida. O oftalmologista Dr. Jackson Jacques de Castro, proprietário da clínica Vista Laser e do Hospital do Olho do Rio Grande do Sul (HORGS), explica que o cuidado com a visão deve ser contínuo e atento, especialmente diante do aumento de doenças silenciosas como o glaucoma e a retinopatia diabética.
“Os olhos fazem parte do nosso organismo como um todo. Muitas vezes, doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão se manifestam primeiro nos olhos. Por isso, o exame oftalmológico deve ser rotineiro”, explica o médico.
Um ponto destacado por Dr. Jackson é a diferença entre medir o grau e realizar um exame completo. “Medir o grau é apenas uma etapa. O exame oftalmológico completo avalia a pressão intraocular, o fundo do olho, a retina e outras estruturas essenciais. É esse exame que permite detectar doenças silenciosas que, se não tratadas a tempo, podem levar à perda definitiva da visão”, alerta.
Segundo ele, muitas pessoas acreditam que trocar os óculos resolve problemas de visão, mas acabam negligenciando doenças sérias. “A pessoa troca a lente e acha que está enxergando melhor, quando na verdade está com um quadro inicial de glaucoma, por exemplo. E quando percebe a perda visual, pode já ser irreversível”, adverte.
Exames e prevenção
Outro ponto discutido é a popularização dos óculos de leitura vendidos em farmácias e lojas. “Esses óculos não causam doenças nos olhos, mas o uso inadequado pode causar dor de cabeça, desconforto e até antecipar a perda da capacidade de foco para perto”, esclarece o médico.
Dr. Jackson também ressalta a importância de exames frequentes para diabéticos. “O diabetes compromete a microcirculação dos olhos, especialmente na retina. O problema é que o paciente só percebe a perda visual quando a retina já está danificada. E o que se perde, não se recupera. O oftalmologista consegue ver essas alterações antes de os sintomas surgirem, por isso é fundamental fazer exames regulares”, destaca.
Atendimento desde a infância
Sobre o cuidado com crianças, o especialista afirma que, salvo sinais evidentes de alterações, o primeiro exame oftalmológico pode ser feito entre os três e quatro anos de idade. “Se houver sinais como estrabismo, olho caído ou alteração na cor da pupila, o encaminhamento deve ser imediato para um oftalmopediatra. Depois dos oito anos, a maioria das crianças pode ser atendida por especialistas clínicos em geral”, explica.
Empreendedorismo na medicina
Natural de Tapera, Dr. Jackson formou-se em Medicina pela Santa Casa de Porto Alegre e se especializou em oftalmologia na Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Catarata e Refrativa, com atuação consolidada em diversas cidades da região, como Ibirubá, Espumoso, Tapera, Três Passos e Cruz Alta.“Comecei atendendo em consultório e percebi a necessidade de estruturas maiores. Criamos o HORGS para oferecer exames, cirurgias e tratamentos com tecnologia de ponta e acessíveis a todos”, conta. Segundo ele, o hospital atende por convênios e também oferece condições especiais para pacientes encaminhados por unidades de saúde. “O acesso precisa ser democrático. Atendemos desde quem busca uma correção de grau a laser até cirurgias complexas, como de catarata ou retina.”
Riscos e curiosidades
Sobre o uso de lentes de contato, Dr. Jackson afirma que ambas — lente e óculos — são eficazes, desde que indicadas corretamente. “A lente pode oferecer melhor qualidade visual em casos de grande diferença de grau entre os olhos, mas exige cuidado. Se for mal adaptada, pode causar infecções graves”, alerta.
Em relação à cirurgia de catarata, o médico afirma que os riscos existem, como em qualquer procedimento, mas que são mínimos quando realizados com tecnologia moderna e no momento certo. “Quanto mais avançada a catarata, maior o risco. Por isso, a indicação deve ser feita no tempo adequado.”
Por fim, ele destaca a importância da informação confiável. “Cuidar da visão é cuidar da qualidade de vida. Um simples exame pode evitar complicações sérias. Prevenir é sempre melhor do que tratar”, conclui.





















