
Após décadas de entraves jurídicos, a Coempa conquistou um avanço decisivo sobre sua área estratégica em Ibirubá e abriu uma nova fase de debates entre os acionistas sobre o futuro da entidade.
Criada em 1995 em meio a um cenário de escassez de empregos em Ibirubá, a Coempa (Comunidade Empreendedora Participações S.A.) nasceu com um propósito claro: mobilizar a própria comunidade para criar oportunidades de desenvolvimento econômico. A iniciativa, articulada a partir de lideranças locais, reuniu centenas de acionistas em torno de uma proposta de fortalecimento empresarial e geração de riqueza regional.
Agora, 30 anos depois, a entidade vive um momento considerado histórico. Em entrevista, o presidente Argeu Pedrotti, o tesoureiro Walter Sehn e o secretario Elmar Konrad detalharam a nova etapa vivida pela organização após a formalização da escritura da área que, por anos, esteve no centro de disputas e limitações jurídicas.
Segundo Pedrotti, o principal bloqueio sempre esteve na falta de segurança documental.
“Enquanto a Coempa era apenas posseira, não havia como desenvolver qualquer projeto. Não se podia avançar com ideias, investimentos ou planejamento. Agora, com essa mudança, o cenário é outro”, explicou.
Walter Sehn ressaltou que a conquista foi construída com persistência e responsabilidade.
“Foi um processo longo, desgastante e que exigiu muito cuidado. Estamos falando de uma sociedade anônima com centenas de acionistas, onde tudo precisa ser conduzido com responsabilidade jurídica e financeira”, afirmou.
Durante esse período, a área permaneceu arrendada, garantindo recursos para manter a estrutura da entidade e custear despesas administrativas, judiciais e tributárias.
“Só nesta etapa recente, tivemos um custo superior a R$ 100 mil com ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Todo esse processo teve despesas importantes que precisaram ser absorvidas”, destacou Walter.
A valorização do patrimônio também chama atenção. Conforme relatado pelos dirigentes, avaliações imobiliárias apontam cifras expressivas para a área.
“Na época em que tudo começou, a realidade econômica era outra. Hoje estamos falando de um patrimônio altamente valorizado, fruto também da localização estratégica e da evolução natural do município”, observou Elmar Konrad.
Apesar do avanço, a diretoria evita antecipar qualquer decisão sobre venda, loteamento ou novos investimentos.
“A assembleia é soberana. Quem vai decidir o futuro da Coempa são os acionistas”, afirmou Walter.
Pedrotti concluiu afirmando que o propósito original da entidade segue vivo.
“A Coempa nasceu para fomentar desenvolvimento. Essa essência continua. Agora começa um novo capítulo.”




















