02 de Março, 2026 08h03mPOLÊMICA por Jardel Schemmer- Repórter Rádio Cidade 104.9

Câmara aprova retirada de vale do prefeito e vice e mantém benefício aos secretários após debate

Câmara aprova retirada de vale do prefeito e vice e mantém benefício aos secretários após debate

Aprovado por seis votos a cinco, PLC retira o auxílio alimentação do prefeito e do vice-prefeito, mantendo o benefício aos servidores e secretários municipais.

A Câmara Municipal de Ibirubá aprovou, por seis votos a cinco, o Projeto de Lei Complementar 003/2026, que retira o auxílio-alimentação do prefeito e do vice-prefeito, mantendo o benefício aos servidores e secretários municipais. A votação ocorreu em sessão extraordinária marcada por discussões prolongadas, questionamentos sobre impacto financeiro e defesa de coerência política por parte dos parlamentares.
Antes da análise do projeto, vereadores da oposição apresentaram emenda aditiva para estender a retirada do benefício também aos secretários municipais. A proposta foi rejeitada por seis votos contrários e cinco favoráveis, mantendo-se o texto original encaminhado pelo Executivo.
Durante o debate, o vereador André Oliveira Ferreira, o Canja (PP), afirmou que a oposição manteve coerência ao defender que o benefício não deveria alcançar agentes políticos. “Nós temos que ouvir a voz do povo. Esse dinheiro quem paga é a população que acorda cedo para trabalhar”, declarou, citando as dificuldades enfrentadas por trabalhadores que recebem salários menores e defendendo que o momento exige prudência com os recursos públicos.
A vereadora Gesmari Jandrey (PP) reforçou o argumento de cautela. Segundo ela, a comunidade cobrou responsabilidade após a votação anterior que havia incluído os agentes políticos no benefício. “Não é o momento agora de ampliar benefícios para agentes políticos. Precisamos agir com responsabilidade diante da realidade econômica que muitas famílias enfrentam”, destacou.
Em defesa do projeto original, o vereador Diogo Bandarro Nogueira (PL) argumentou que o cargo de secretário exige dedicação integral e alta responsabilidade administrativa. “Secretário trabalha sábado, domingo, à noite, está sempre à disposição da comunidade. Precisamos valorizar quem assume essa função”, afirmou, acrescentando que muitos profissionais poderiam estar na iniciativa privada recebendo valores superiores.
A vereadora Marisa de Oliveira (MDB) também se posicionou favorável à manutenção do auxílio aos secretários, afirmando que a discussão precisa considerar o volume de trabalho exercido pelas pastas municipais. “Respeito as opiniões contrárias, mas sei do trabalho que é feito e da responsabilidade que essas pessoas assumem. Acredito que merecem esse reconhecimento”, disse, citando ainda medidas de economia realizadas pela gestão.
O presidente da Câmara, Cristiano Pinheiro (MDB), fez um alerta sobre a correta aplicação dos recursos públicos. “Se vocês vão ganhar um dinheiro que é do suor de gente humilde, cuidem do dinheiro dessas pessoas”, afirmou durante a sessão, defendendo que a concessão do benefício deve estar acompanhada de responsabilidade e zelo com o dinheiro público.
O vereador Gabriel de Jesus (PL) também destacou que o impacto financeiro da manutenção do auxílio aos secretários é limitado. Já o vereador Eduardo  Artmann (PL) reforçou que o projeto tratava especificamente da retirada do benefício do prefeito e vice, ressaltando que a prefeita encaminhou a proposta após ouvir manifestações da comunidade.
Ao final da votação, com a rejeição da emenda e aprovação do texto original por seis votos a cinco, ficou definido que o auxílio-alimentação deixa de ser pago ao prefeito e vice-prefeito, permanecendo para os servidores e secretários municipais. 

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