20 de Abril, 2026 08h04mEsporte em Destaque por Jardel Schemmer- Repórter Rádio Cidade 104.9

Do centro cirúrgico à quadra: reabilitação de joelho exige método e conduz retorno seguro ao esporte

Especialista organiza atendimento desde as primeiras horas após a cirurgia e estrutura protocolos individualizados para cada paciente

Foto de um joelho pós operado
Foto de um joelho pós operado

Experiência, organização do processo e acompanhamento completo têm sido determinantes para transformar a recuperação de pacientes que passaram por cirurgia de joelho e buscam retomar suas atividades com segurança

Antes de falar sobre técnicas, exercícios ou prazos de recuperação, a base do trabalho está em quem conduz o processo. Aos 26 anos, a fisioterapeuta osteopata Flávia Naumann Mello atua há três anos na reabilitação pós-operatória de joelho e vem consolidando seu nome na área a partir de um atendimento estruturado, contínuo e focado no retorno completo do paciente. Com formação voltada ao pós-operatório e integração da osteopatia, já atendeu pacientes de nove cidades diferentes, ampliando o alcance do seu trabalho e reforçando a confiança no método aplicado.

A escolha pela área começou ainda na graduação, impulsionada tanto pelo interesse técnico quanto pela vivência pessoal com o esporte. “Por praticar várias modalidades, eu sei o quanto é difícil ficar afastado. Isso me fez buscar mais conhecimento para ajudar o paciente a voltar com segurança e confiança”, afirma. Esse envolvimento direto com o universo esportivo contribuiu para desenvolver uma abordagem mais próxima da realidade de quem precisa recuperar não apenas o joelho, mas também o desempenho.

Com essa base consolidada, a condução da reabilitação passa a seguir um fluxo claro e bem definido. O atendimento inicia já nas primeiras 48 horas após a cirurgia, fase considerada decisiva para evitar erros que possam comprometer a evolução. “Na primeira sessão, eu já passo orientações fundamentais. Isso evita que o paciente faça algo errado em casa e acabe atrasando a recuperação”, explica.

Desde o início, o processo é pautado pela informação e alinhamento de expectativas. O paciente entende o que foi realizado no procedimento cirúrgico, quais são as etapas da recuperação e em que momento poderá retomar atividades como dirigir, correr ou voltar ao esporte. “Eu explico tudo detalhadamente. Quando o paciente entende o processo, ele se sente mais seguro e participa melhor da recuperação”, destaca. Junto a isso, é estruturado um plano de exercícios individualizado, que passa a fazer parte da rotina fora do consultório.

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O conhecimento técnico é reforçado também pela vivência prática. Ao acompanhar cirurgias de joelho, Flávia aprofundou sua compreensão sobre cada etapa do procedimento. “Estar dentro do centro cirúrgico me deu uma visão mais precisa. Isso me ajuda a conduzir a reabilitação com mais segurança e assertividade”, pontua.

O trabalho não se limita às fases iniciais. O acompanhamento segue até o retorno completo às atividades esportivas, incluído treinos no campo ou quadra adaptados conforme o objetivo de cada paciente. “Cada esporte exige movimentos diferentes. Por isso, o treino precisa ser específico, seja para vôlei, futsal ou outra modalidade, inserindo o paciente no seu esporte vejo suas dificuldades e corrijo erros no movimento que podem comprometer o retorno seguro do paciente” explica.

Antes da liberação, são realizados testes de alta que avaliam força, estabilidade, controle e possíveis compensações. Esse cuidado é fundamental para reduzir o risco de novas lesões. “A gente só libera quando o paciente realmente está pronto. Esse controle faz toda a diferença lá na frente”, reforça.

Ao integrar técnica, acompanhamento contínuo e um olhar global sobre o corpo, a reabilitação deixa de ser apenas uma etapa obrigatória e passa a ser determinante para o futuro esportivo do paciente. “Não é só recuperar o joelho. É devolver segurança, desempenho e qualidade de vida”, conclui.

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