
A atleta ibirubense Márcia Couto, de 43 anos, escreveu um novo capítulo em sua trajetória esportiva no domingo (29), ao conquistar o 1º lugar geral na categoria feminina individual de 6 km da etapa Terra Primitiva, realizada no Sítio Moinhos do Campo, em Estrela. A prova integrou as comemorações de 10 anos da Mega Race e reuniu atletas em um dos formatos mais exigentes do circuito: a corrida de obstáculos (OCR), inspirada em treinamentos militares. Márcia completou o percurso em 1h05min16s, em uma performance marcada por resistência e superação.
O percurso foi um verdadeiro teste físico e mental. Em meio à lama intensa, trechos com água e obstáculos de diferentes níveis de dificuldade, cada metro exigiu força, técnica e controle emocional. Com o corpo constantemente desafiado por terrenos escorregadios e condições adversas, a atleta precisou manter o foco do início ao fim para superar barreiras que iam muito além da capacidade física.
A conquista é resultado de uma preparação intensa iniciada ainda no ano passado. Márcia investiu em musculação, treinos de resistência, corridas de rua e trilha, construindo uma base sólida para enfrentar provas de alto nível. Em 2026, o treinamento foi ainda mais rigoroso, com a inclusão do crossfit na rotina, ampliando a capacidade de desempenho nos obstáculos e elevando o nível competitivo.
Esta foi a terceira participação da atleta em corridas de obstáculos. Em 2025, ela estreou na modalidade no formato “diversão” e, na sequência, já competindo em Santa Cruz do Sul, enfrentou dificuldades ao sofrer uma forte cãibra na panturrilha durante a prova. “Mesmo com a dor, eu não quis desistir. Aquela prova me mostrou que eu podia ir muito mais longe”, relembra. Na ocasião, ela garantiu o 5º lugar geral — um indicativo claro do potencial que agora se confirmou com a vitória.
Ao longo da prova em Estrela, o apoio também fez diferença. Amigas que acompanharam Márcia no percurso foram fundamentais, oferecendo incentivo constante a cada obstáculo superado. “Teve momentos em que o corpo queria parar, mas ouvir elas ali me deu força para continuar”, conta. Fora da pista, a energia positiva de familiares e amigos também foi decisiva nos momentos mais críticos.
Mais do que o lugar mais alto do pódio, a vitória representa a consolidação de uma jornada de superação pessoal. “A vitória é consequência, mas o que fica dentro de mim hoje é muito maior”, afirma Márcia. “Eu estou sempre em busca do meu limite, descubro onde ele está e tento ir além.” Em uma das etapas mais exaustivas do circuito, a atleta mostrou que ultrapassar limites é um processo contínuo — e que a maior conquista está na evolução construída a cada desafio superado.























