
A Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Ibirubá inicia um novo ciclo em 2026 sob a coordenação da vereadora Marisa Dickel de Oliveira, tendo como adjunta a vereadora Letícia Oliveira Rockenbach Bronstrüp. Mais do que uma mudança de comando, a nova composição reforça o papel estratégico do órgão na defesa dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência no município.
Criada em 2018, a Procuradoria da Mulher se consolidou como uma importante porta de entrada para acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres em situação de vulnerabilidade. O atendimento ocorre semanalmente, sempre às quintas-feiras, das 14h às 16h, junto à Câmara de Vereadores, mas, segundo as parlamentares, a atuação vai além do horário fixo.
“A gente está à disposição todos os dias. Muitas vezes o contato acontece pelo WhatsApp ou diretamente nas comunidades. O nosso papel é orientar, acolher e encaminhar”, explicou a vereadora Gesmari Jandrey, que esteve à frente da Procuradoria em 2025.
A nova presidente, Marisa Dickel, destaca que a continuidade do trabalho em equipe é um dos pilares da atuação.
“Apesar de existir a figura da procuradora e da adjunta, o trabalho sempre foi coletivo. A gente constrói junto, dialoga e decide junto, pensando no melhor para as mulheres”, afirmou.
Com trajetória ligada à área social, Marisa ressalta que a empatia é essencial no atendimento. “A gente consegue se colocar no lugar do outro. Muitas mulheres chegam fragilizadas e precisam, antes de tudo, de escuta e orientação”, pontuou.
A vice-presidente Letícia Rockenbach Bronstrüp também enfatiza a importância da união entre as vereadoras e o compromisso com a comunidade. “Estamos à disposição, trabalhando juntas e buscando sempre fazer o melhor. A gente sabe que avançou, mas ainda há muitos desafios, principalmente no enfrentamento à violência”, disse.
Atuação em rede e prevenção
Um dos principais diferenciais da Procuradoria é a atuação integrada com outros órgãos e serviços públicos, como a assistência social, a saúde, a segurança pública e a rede de proteção à mulher. Esse trabalho em conjunto permite encaminhamentos mais eficazes e acompanhamento dos casos.
“A Procuradoria não atua sozinha. Ela faz parte de uma rede. Muitas vezes a mulher precisa de apoio psicológico, atendimento de saúde ou orientação jurídica, e nós fazemos esse encaminhamento”, explicou Gesmari.
Além do atendimento direto, o órgão também promove ações educativas e eventos voltados à conscientização. Para as vereadoras, a prevenção ainda é um dos maiores desafios. A discussão passa pela educação dentro das famílias, pelas escolas e também pela construção de políticas públicas mais efetivas.
“As mulheres estão ocupando seus espaços, mas isso ainda gera conflitos em muitos contextos. Por isso, precisamos trabalhar o diálogo, a conscientização e também envolver os homens nesse processo”, finalizou.




















