13 de Abril, 2026 09h04mEntrevista por Jardel Schemmer- Repórter Rádio Cidade 104.9

Entre cliques e emoções: jovem fotógrafa transforma esporte em narrativa visual

Isadora segue construindo sua trajetória com consistência, autenticidade e um olhar atento

A fotografia sempre esteve presente na vida de Isadora Weirich, mas foi no esporte que ela encontrou seu verdadeiro caminho profissional. Formada em Design Gráfico e pós-graduada em Produção Multimídia com ênfase em audiovisual, a jovem fotógrafa transformou uma necessidade em profissão e, hoje, em propósito: contar histórias através de imagens.
A trajetória começou ainda na infância, dentro de casa, e ganhou força a partir de experiências pessoais que a levaram a enxergar a fotografia esportiva como um novo espaço de atuação. Entre desafios, aprendizados e conquistas, Isadora vem construindo sua identidade em uma área que exige rapidez, sensibilidade e precisão.

Como surgiu o teu interesse pela fotografia e, especialmente, pela fotografia esportiva?
Minha paixão pela fotografia veio de dentro de casa. Minha tia (Tuci) sempre teve câmeras e me deixava “brincar” um pouco. Sempre tirei fotos das reuniões e festas que fazíamos em casa. Enquanto todo mundo estava conversando e rindo, eu estava lá tentando capturar todos os momentos. A fotografia sempre esteve em mim, desde pequena.
A fotografia esportiva veio depois. Eu sempre fui do esporte, mas como atleta. Porém, tive várias lesões seguidas no tornozelo quando era mais nova e, na última delas, quando não podia jogar, a Cléo me perguntou se eu não queria ir junto fotografar as meninas. E aí fui fotografando alguns jogos, treinos e afins, sempre de forma despretensiosa.
Profissionalmente, a fotografia surgiu como solução: eu precisava pagar minha faculdade e o transporte até Passo Fundo, e meu trabalho da época não dava conta. Mas, com o tempo, eu me apaixonei de novo pela fotografia. Hoje, a fotografia é mais do que trabalho, é propósito.

Qual foi o primeiro evento esportivo que você fotografou e como foi essa experiência?
Meus primeiros jogos foram os jogos da Nutrivital, mas, profissionalmente, foi um campeonato dos Meninos da Vila. Lembro que, naquele dia, eu estava muito nervosa, com medo de não conseguir fazer boas fotos e decepcionar de alguma maneira. Cheguei em casa orgulhosa do que tinha feito. Lembro até hoje da sensação de ter encontrado o meu lugar.

O que te motivou a seguir carreira nessa área, que muitas vezes exige rapidez e precisão?
O que me motiva na fotografia, no geral, sempre foi contar histórias. Sou apaixonada por isso. Pode ser de um atleta, de uma festa de 15 anos, uma formatura ou um ensaio comum. Todo mundo tem uma história que merece ser contada da melhor forma possível. A fotografia é lembrança, é tudo o que sobra quando os momentos acabam.

Quais são os maiores desafios de trabalhar como fotógrafa em eventos esportivos?
Sem dúvida, os ginásios mal iluminados. Mas, além disso, é um ambiente que exige muita rapidez, precisão e leitura de jogo. Não dá para errar o timing.

Existe algum momento ou clique que marcou a tua trajetória até hoje?
Sim, as fotos do jogo Minas x Flamengo, onde senti o gosto de um dos meus maiores sonhos. Pude fotografar atletas que sempre admirei, especialmente a Thaisa, bicampeã olímpica.

Como é a preparação antes de cobrir uma partida ou competição?
A preparação é o descanso. Eu já conheço bem o ritmo do jogo e os momentos importantes.
Se o meu “principal equipamento”, que é o olhar, não estiver 100%, não tem como entregar fotos de alto nível.

Que tipo de equipamento você considera essencial para o teu trabalho?
Meus olhos (risos) e uma lente 1.8.
Mas, falando sério, mais do que equipamento, é o olhar e o domínio técnico do que você tem em mãos.

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Já enfrentou alguma situação difícil ou inesperada durante uma cobertura? Como lidou com isso?
Cartão de memória dando problema. Mas, como uma boa fotógrafa, sempre estamos preparados para esse tipo de situação. Baterias e cartões de memória nunca faltam na mochila.

Como você consegue capturar o “momento exato” em esportes tão rápidos?
Muito treino. A gente precisa estudar a linguagem corporal das pessoas e sempre antecipar o movimento, saber qual será o próximo passo. Depois de um tempo, isso se torna mais natural.

Na tua visão, o que diferencia uma boa foto esportiva de uma foto comum?
O olhar. O olhar diferencia tudo. Mas a técnica também conta muito nessas horas: a foto nítida, com movimento, com intenção. E tudo isso requer estudo.

Você já percebeu mudanças na área com o avanço da tecnologia e das redes sociais?
Com certeza. A vida está sempre em movimento, e não é diferente nessa área. Por isso, é importante acompanhar as novas tecnologias e não ficar para trás.
Sendo mulher na fotografia esportiva, você já enfrentou algum tipo de preconceito ou desafio extra?
Sim, com certeza.
A mulher muitas vezes precisa provar muito mais para conquistar respeito, e no esporte isso ainda é mais evidente. Mas isso também me fortaleceu muito.

Que conselho você daria para quem sonha em seguir essa profissão?
Muito estudo e persistência. Nem sempre temos o melhor equipamento, mas o diferencial é saber tirar o melhor do que temos e não se contentar nunca, sempre buscar entregar uma qualidade ainda melhor.

Quais são teus planos e sonhos futuros dentro da fotografia esportiva?
Sempre digo que só sossego no dia em que fotografar a seleção brasileira de vôlei em uma Olimpíada. Sempre fui apaixonada pelo vôlei, então esse sempre vai ser o meu maior objetivo.

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