Ibirubá, 21 de Setembro de 2026

Nutricionista destaca equilíbrio e mudança de hábitos para uma alimentação saudável

A ansiedade, segundo a nutricionista, influencia significativamente a relação com a comida

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Cristiano Lopes- Jornalista

Nutricionista destaca equilíbrio e mudança de hábitos para uma alimentação saudável

Manter uma alimentação saudável não significa abandonar completamente uma pizza, um lanche ou outros alimentos associados aos momentos de lazer. O principal desafio está em construir uma rotina equilibrada, na qual a comida de verdade esteja presente na maior parte dos dias. A avaliação é da nutricionista Luana Brum, entrevistada no Cidade News por ocasião do Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto.

Formada pela Universidade Federal de Santa Maria e pós-graduada em Nutrição Clínica, Luana atua em Ibirubá com foco no emagrecimento e no acompanhamento de pacientes com doenças crônicas ou que buscam prevenir problemas de saúde. Segundo ela, uma das principais características do atendimento nutricional é justamente a individualização.

“Os cardápios são muito individuais”, explicou. Horários de trabalho, rotina, hábitos, condições de saúde e disponibilidade para preparar as refeições precisam ser considerados antes da definição de uma estratégia alimentar. Apesar disso, há uma orientação geral: priorizar alimentos naturais, como arroz, feijão, carnes, leguminosas, frutas, verduras e vegetais.

A nutricionista também chamou atenção para o consumo de água. No Rio Grande do Sul, segundo ela, é comum que algumas pessoas consumam bastante chimarrão ao longo do dia e pouca água. “O chimarrão não é a mesma coisa”, destacou, reforçando a necessidade da hidratação com água.

Outro ponto abordado foi a dificuldade de conciliar alimentação saudável com a rotina de trabalho. Para Luana, planejamento pode fazer diferença: preparar refeições antecipadamente, manter legumes cozidos e verduras lavadas na geladeira e deixar frutas disponíveis são alternativas para reduzir a dependência de alimentos ultraprocessados.

O comportamento durante as refeições também merece atenção. A ansiedade, segundo a nutricionista, influencia significativamente a relação com a comida. Comer rapidamente pode dificultar a percepção da saciedade e levar ao consumo acima do necessário. Por isso, mastigar adequadamente, comer com calma e observar os sinais do organismo também fazem parte do processo de reeducação alimentar.

Como referência geral para o almoço, Luana orientou que metade do prato seja composta por verduras e legumes, enquanto a outra metade pode ser dividida entre carboidratos e proteínas. Também sugeriu o consumo de duas a três porções de frutas ao dia e citou cerca de dois litros de água como uma referência média diária.

A entrevista ainda abordou o uso do Mounjaro no emagrecimento. Luana ressaltou que a indicação deve ser médica e que o medicamento pode ser uma ferramenta no tratamento, especialmente da obesidade, mas não substitui alimentação adequada e atividade física. Sem mudança de hábitos, alertou, pode haver perda de massa muscular e recuperação do peso após a interrupção da medicação.

Para a nutricionista, o mesmo cuidado vale para as dietas encontradas nas redes sociais. O plano que funciona para uma pessoa pode não atender às necessidades de outra. “Às vezes você só não encontrou a tua dieta. Você está tentando seguir a dieta dos outros”, resumiu

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