17 de maio, 2024 10h05m Agricultura por Redação Integrada Rádio Cidade de Ibirubá e Jornal O Alto Jacuí

As enchentes no RS e seus impactos na agricultura familiar

Leonir Fior destacou que o período de seca seguido por chuvas intensas resultou em danos significativos às lavouras e estradas.

 Fior ressaltou a importância do diálogo com o governo para garantir acesso a créditos e suporte contínuo, enquanto a Fetag busca medidas mais abrangentes para ajudar os agricultores a manter suas propriedades produtivas. Apesar dos desafios, a resiliência dos agricultores, aliada ao apoio do sindicato e da comunidade, oferece esperança para a recuperação e a continuidade da produção de alimentos, fundamental para a economia local.

As recentes enchentes no Rio Grande do Sul trouxeram desafios significativos para a agricultura familiar, afetando profundamente a colheita de soja e a infraestrutura rural. Leonir Fior, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ibirubá, compartilhou detalhes sobre a situação dos agricultores locais e as medidas de socorro em andamento.
Desafios na Colheita de Soja e Condição das Estradas
As enchentes ocorreram após um período de seca prolongada, o que inicialmente trouxe esperança aos agricultores. "A chuva começou como uma bênção, pois estávamos saindo de uma sequência de estiagens. Alguns agricultores chegaram a colher até 80 sacas por hectare", destacou Leonir Fior. No entanto, o excesso de chuvas rapidamente transformou essa bênção em problema, causando erosão nas lavouras e danos significativos às estradas rurais.
"A maioria das lavouras de soja já havia sido colhida, mas aqueles que plantaram safrinha em cima da resteva de milho enfrentam perdas. Além disso, as estradas ficaram praticamente intransitáveis, dificultando ainda mais o acesso às propriedades", explicou Fior. Ele enfatizou que os esforços da prefeitura estão em andamento, mas a recuperação das estradas será um processo longo e desafiador.
Ações de Socorro e Coordenação Regional
O sindicato está atuando de forma ativa para auxiliar os agricultores afetados. "Estamos pedindo doações e auxiliando na distribuição de mantimentos. A coordenação regional em Porto Alegre mantém um diálogo constante com a Fetag e a direção do sindicato para tratar das demandas dos agricultores", afirmou Fior. Esses esforços visam mitigar os impactos imediatos das enchentes e proporcionar algum alívio às famílias afetadas.
Mudança na Preferência das Culturas de Inverno
As condições climáticas adversas também estão influenciando as escolhas dos agricultores para as culturas de inverno. "A canola está se destacando como uma opção viável devido à sua resistência. No entanto, a logística ainda é um desafio para a região", disse Fior. Ele também expressou a esperança de que o inverno tenha menos chuvas, favorecendo a cultura do trigo, que tem enfrentado problemas com excesso de precipitação nas safras anteriores.
Desafios no Diálogo com o Governo
Leonir Fior destacou a importância do diálogo entre os pequenos agricultores e o governo, apontando para a necessidade de acesso a créditos e suporte contínuo. "O agricultor vinha de dois anos de frustração de safra, com muitas dívidas acumuladas. As medidas do governo, como a prorrogação das dívidas até 14 de agosto, são um alívio temporário. Mas precisamos de um alongamento de prazo e juros baixos para que os agricultores possam honrar seus compromissos", argumentou.
Fior mencionou que a Fetag está pressionando o governo para adotar medidas mais robustas. "Esperamos que o governo venha com propostas que realmente ajudem os agricultores a sobreviver e manter suas propriedades produtivas. A agricultura é fundamental para a economia local e para o abastecimento de alimentos", concluiu.
Perspectivas Futuras
Apesar dos desafios, há um senso de resiliência entre os agricultores. Com a ajuda do sindicato e da Fetag, eles esperam superar as adversidades causadas pelas enchentes e continuar a produzir. "A produção de alimentos é essencial, e com o apoio certo, os agricultores poderão se recuperar e continuar a contribuir para a economia local", finalizou Fior.
 

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