
Carlos Henrique Schmidt, o Schimitão, é um dos personagens centrais da história do rock em Ibirubá. Músico, vocalista, guitarrista, redator e promotor de eventos, ele construiu sua trajetória a partir dos anos 1990, período em que o rock encontrou novos caminhos no interior do Rio Grande do Sul.
“Eu sou um filho da MTV. Muita coisa começou ali, quando o sinal ainda era aberto. Foi ali que eu conheci Iron Maiden, Metallica, Faith No More. Aquilo abriu um mundo”, relembra. Nascido em 14 de setembro de 1977, Schimitão conta que a música sempre esteve presente em casa, mas que seguiu seu próprio rumo. “Meu pai era mais clássico, Beatles, Creedence. Eu fui indo para o meu caminho, mais pesado.”
Ele explica que o rock em Ibirubá não surgiu de forma organizada, mas pela convivência. “Não fui só eu. Foram várias pessoas ouvindo juntas, conversando, se conhecendo. A gente se juntava, tentava montar bandas, ensaiava onde dava. Era mais paixão do que qualquer outra coisa”, afirma.
Entre as bandas, cita projetos como Dex, Worthless Sensation e várias formações que nasceram e se dissolveram com o tempo. “Ter banda é como um casamento. Muitos acabam, outros duram mais”, brinca. Schimitão também destaca os festivais e shows que marcaram época. “A Farol trouxe Cascavelletes, Engenheiros do Hawaii, foi um tempo muito forte do rock gaúcho. Aquilo marcou a nossa geração.”
Para ele, apesar das dificuldades, o rock deixou um legado. “Hoje tudo é mais fácil com tecnologia e redes sociais. Mas naquela época era na raça. Mesmo assim, a gente fez história, do nosso jeito.”





















