
A deputada estadual Stela Farias esteve em Ibirubá para uma entrevista em que analisou o cenário político brasileiro e gaúcho, projetando os desafios que a democracia enfrentará no processo eleitoral de 2026. Em um contexto marcado por polarização, avanço da direita e desgaste das relações políticas, a parlamentar destacou que o país vive um período de forte disputa de narrativas e de riscos às instituições democráticas.
Segundo Stela, o impacto do bolsonarismo foi determinante para o resultado das eleições de 2022 no Rio Grande do Sul, quando o Partido dos Trabalhadores não conseguiu chegar ao segundo turno. Para ela, trata-se de um fenômeno real, especialmente no Sul do país, que exige do campo progressista um novo aprendizado político. “Vivemos hoje um cenário de perseguição política que lembra períodos do passado, quando pessoas eram hostilizadas simplesmente por assumirem sua posição ideológica”, afirmou.
A deputada defendeu que o PT precisa ampliar alianças e retomar o campo democrático-popular, reunindo forças como PDT, PSB, PCdoB, PSOL e outras siglas comprometidas. Para Stela, a fragmentação da esquerda favorece a extrema direita e enfraquece projetos de desenvolvimento para o estado.
No debate sobre políticas públicas, a parlamentar criticou a gestão estadual, apontando carências graves em infraestrutura, saúde e educação, especialmente em regiões do interior como o Alto Jacuí. Ela citou estradas precárias e a falta de investimentos como entraves ao desenvolvimento regional, mesmo em áreas que contribuem de forma significativa para o PIB gaúcho por meio do agronegócio. “Produzimos muito, mas o retorno em investimentos não chega na mesma proporção. Falta contrapartida do Estado”, avaliou.
Stela também abordou a conjuntura nacional, defendendo o governo do presidente Lula e afirmando que, mesmo diante do que classificou como “o pior Congresso da história”, o Executivo federal tem conseguido realizar entregas importantes, como a retomada de programas habitacionais e investimentos estratégicos. Para ela, a eleição de 2026 será decisiva para a preservação da democracia, exigindo informação, mobilização popular e escolhas conscientes por parte do eleitorado.





















