23 de Janeiro, 2025 22h01mObituário

Turista gaúcho morre após reação alérgica a camarão

Um homem de 37 anos morreu na tarde desta quinta-feira (23), no bairro Canasvieiras, no Norte da Ilha, em Florianópolis, após sofrer um choque anafilático causado pela ingestão de camarão.

Um homem de 37 anos morreu na tarde desta quinta-feira (23), no bairro Canasvieiras, no Norte da Ilha, em Florianópolis, após sofrer um choque anafilático causado pela ingestão de camarão. Identificado como Adriano Goettems, o turista gaúcho estava de férias com a família quando consumiu o alimento em um restaurante local, na Rua Madre Maria Villa. Poucos minutos depois, ele começou a apresentar sinais de uma reação alérgica severa.

De acordo com relatos, após consumir o prato, ele levantou e, de forma repentina, começou a passar mal. “Ele ficou roxo rapidamente e caiu na calçada, já em parada cardiorrespiratória”, relatou um dos presentes no local.

Populares e a esposa da vítima tentaram reanimá-lo com massagens cardíacas enquanto aguardavam o resgate. Equipes do Corpo de Bombeiros, do helicóptero Águia e do Samu chegaram rapidamente e realizaram manobras de reanimação por cerca de uma hora, mas Adriano não resistiu e teve o óbito confirmado no local.

Comunidade em luto

O agricultor e conselheiro da Cotrijal era morador de Alto Alegre, mas trabalhava diariamente em sua propriedade na comunidade de Passo do Padre, no interior de Colorado/RS. Casado e pai de um filho, Adriano era conhecido por ser prestativo e querido pela comunidade. Vizinhos postaram nas redes sociais mensagens lamentando profundamente a perda. “Ele era um amigo de infância, uma pessoa que não brigava com ninguém, sempre disposto a ajudar. É uma tristeza imensa”, declarou um amigo.

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O corpo de Adriano será transladado e velado na cidade de Selbach, ainda sem horário definido. A tragédia reacende o alerta sobre os perigos das alergias alimentares. Especialistas destacam que reações alérgicas a frutos do mar, como o camarão, podem ser fatais, especialmente se não houver rápido acesso a medicamentos como a epinefrina. “É crucial que pessoas com histórico de alergia evitem completamente o consumo e informem claramente em ambientes públicos sobre sua condição”, orienta a alergologista Paula Mendes.

O incidente reforça a importância de restaurantes e consumidores estarem atentos à manipulação de alimentos e aos sinais de reações alérgicas, que podem incluir inchaço, dificuldade respiratória e parada cardíaca. Apesar dos esforços das equipes de emergência, o caso de Adriano serve como um alerta para que tragédias como essa possam ser prevenidas.

Jornal O Alto Jacuí/ Rádio Cidade Ibirubá

Foto: arquivo família 
 

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