25 de março, 2024 09h03m Esporte por Redação Integrada Rádio Cidade de Ibirubá e Jornal O Alto Jacuí

O poder transformador do Jiu-Jitsu

Professor e atleta, Igor Leal compartilha sua experiência de quatro anos em Ibirubá

Pedro Abreu, Thomaz e Igor Leal, atletas de artes marciais
Pedro Abreu, Thomaz e Igor Leal, atletas de artes marciais

Igor Leal, professor de Jiu-jitsu, chegou em Ibirubá há cerca de 4 anos e desde então vem formando diversas turmas e atletas de alto nível, um desafio tanto para ele como para o professor e atleta de artes marciais há mais de 14 anos.

É um tanto quanto desafiador quando se chega de fora a uma cidade, não imaginávamos que seríamos tão bem recebidos como fomos em Ibirubá", é com estas palavras que o professor Igor Leal resumiu seus primeiros anos na cidade e sua experiência com a academia.
O desafio de implementar uma nova modalidade, uma nova arte, na cidade, foi superado pela receptividade, aceitação e adesão de novos alunos.
"Tínhamos uma ideia de planejamento que se concretizou e superou as nossas expectativas, o que exigiu que fizéssemos mudanças a curto prazo", relembra Igor, ao contar que a academia já precisou mudar de endereço duas vezes, devido à necessidade de um espaço maior para atender todos os anos. A academia está localizada na Rua Mauá e conta com três profissionais para trabalhar com turmas de mais de 65 alunos. Igor explica que cada faixa etária é uma forma de aprendizado, como por exemplo os adultos, que já compreendem mais rápido sobre as técnicas e não têm a tensão, como existe entre as crianças e os adolescentes.
"Hoje são dois instrutores para atender todos os alunos, graduados em faixa azul e eu como mestre de todos", explica.
Disciplina, sem ela os alunos nem podem frequentar sua academia, para Igor, as artes marciais formam pessoas de caráter, de valor e, por isso, a disciplina dentro da academia e fora dela, se torna fundamental, por isso, ele e sua equipe cobram de seus alunos uma boa conduta dentro da academia buscando boas notas na escola, comportamento exemplar na sociedade, pois, sem isso, as consequências são severas como a suspensão ou expulsão dos treinos, ressalta Igor.
Sobre a mentalidade de pessoas que dizem que as artes marciais são ruins, ele é incisivo:
"Nas artes marciais você não vai ver pessoas usando drogas, você não vai ver pessoas brigando para mostrar sua força, o ser humano que pratica artes marciais não vai puxar brigas, somos ensinados pelos nossos mestres a não ser um ser humano desse nível, temos a consciência da nossa força, do nosso estilo de vida, por isso, seguimos regras, a qual nos formam seres humanos com responsabilidade e caráter", afirma o lutador.
Quem pode praticar artes marciais?
Segundo Igor, todos podemos praticar as artes marciais, não tem idade, basta apenas ter vontade: "Casos em Ibirubá comprovam isso, mulheres e homens da melhor idade nos procuram para ter aula de defesa pessoal, e ficam encantados com a filosofia das artes marciais, o importante é dar o primeiro passo e ir praticar um esporte, se movimentar, colocar o corpo em exercícios e fortalecer nossos músculos e nossa mente".
Igor Leal com seus alunos vem se destacando na copa prime de jiu-jitsu, segundo o professor, todo ano seus alunos vêm ganhando pódios, nessa copa que é considerada a maior competição do estado, mas as dificuldades existem e os atletas precisam de ajuda.
"Todos os meses nossa turma vai para alguma cidade competir, e dificilmente vamos voltar sem algumas medalhas. Levamos o nome de Ibirubá para todo o estado, mas, como os custos são altos, toda a ajuda é bem-vinda, as inscrições não são de valores baixos, então, quem quiser colaborar só entrar em contato", informa.
Após entrar nas aulas de jiu-jitsu, começar a praticar e competir, como funciona o processo de graduação, a famosa troca de faixas, Igor esclarece.
O processo de graduação é feito a partir de testes, questionamentos e envolve uma parte prática e teórica, de tudo que é passado pelos instrutores durante as aulas. Esses alunos precisam alcançar essa graduação e na maioria das vezes os alunos indicados para passar pelos testes estão aptos.
Para chegar até uma faixa preta nessa modalidade o tempo é de nove a 10 anos, pois existem quatro cores que devem ser passadas.
Um adulto precisa passar por quatro faixas: azul, roxa, marrom e preta. Já as crianças, esse tempo é de 15 anos, pois passam pelas faixas branca, cinza, cinza lisa que são todas da mesma idade, amarela lisa, amarela com preto e branco para diferenciar a idade, laranja, verde.
"O processo de graduação envolve uma série de fatores, a conduta do aluno, a maneira como se porta dentro e fora da escola", observa.
Durante as graduações, Igor lembra que é o momento mais especial para o atleta, e tenta fazer na hora dos seus discursos, o mais individual possível.
"Faço de uma maneira que fique marcado para todos, que se sintam verdadeiramente naquela situação. É uma comemoração para todos, a troca de informações, energia, ideias, é gratificante", afirma.
Turmas:
O conceito principal do jiu-jitsu é trabalhar a autodefesa, Igor destaca que uma briga começa sempre em pé e termina no chão.
"Se seu filho cai no chão ele faz o quê? O jiu-jitsu ensina primeiro a não cair no chão e depois, estar pronto para ter autodefesa, autoconfiança, que esteja onde desejar estar. Não costumamos vender a arte marcial, mas a vender empoderamento", pontua.
"O Jiu-Jitsu é uma ferramenta, um processo de transformação, não é somente arte marcial. Os alunos vão aprender a ser pessoas melhores, esse é o nosso interesse, trazer bons conceitos".

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