
Nicolas Begliardi, de 18 anos, marcou 12 gols em 30 jogos e tem contrato profissional com o Juventude. Promessa do futebol gaúcho, ele falou sobre carreira, fé, dificuldades e expectativas para 2026.
Volante do sub-20 do Juventude, ele encerrou a temporada de 2025 com números expressivos: foram 12 gols em 30 partidas, desempenho incomum para um atleta da posição. Em entrevista à Redação Integrada, Nicolas compartilhou sua história marcada por superações, fé e muita dedicação ao esporte.
“Foi um ano muito abençoado. Nem eu acreditava que conseguiria fazer esses gols todos. O volante normalmente não aparece tanto no ataque, mas sempre gostei de pisar na área, de fazer gol. Deus me deu esse dom, mas é claro que tudo isso é fruto de muito treino e trabalho”, afirmou.
A carreira de Nicolas começou em Veranópolis com 4 anos, depois no futsal em Ibirubá, onde já demonstrava espírito competitivo e talento. Ele passou pelas categorias de base de Inter e Grêmio. No tricolor, viveu um momento de frustração ao ser dispensado durante a pandemia. “Na época, a gente não entendia, mas hoje vejo que foi um aprendizado. Foi ali que amadureci, tanto fisicamente quanto mentalmente. Deus tinha planos maiores pra mim.”
Em 2022, veio a virada. “A gente estava em dúvida entre dois clubes, meu pai orou muito e sentiu que era pra ir pro Juventude. Deu tudo certo, já estou há quase quatro anos aqui. Sou muito grato por tudo que o clube fez por mim.”
Já com contrato profissional assinado, Begliardi, com oé chamado na serra, está cada vez mais próximo de realizar o sonho de estrear pelo time principal. “Meu foco é só jogar bola. A parte fora de campo, deixo com meus empresários e com meu pai. Sempre fui muito tranquilo com isso. Quando a oportunidade vier, quero estar pronto.”
Durante a Copinha 2026, realizada em São Paulo, o jovem se destacou com um gol e uma assistência em jogos decisivos. Mas também viveu um momento de comoção com o acidente do Águia de Marabá, adversário eliminado pelo Juventude. “Foi um baque saber que duas pessoas da comissão faleceram. A gente viaja muito e sabe que isso poderia acontecer com qualquer um. Foi um momento de reflexão.”
Mesmo com a rotina intensa e as viagens longas, Nicolas mantém a humildade e os pés no chão.
“Sempre lembro de onde vim. A gurizada de Ibirubá acompanha a gente. Tento passar uma imagem de quem sou de verdade: um cristão, um cara que trabalha muito, que respeita a origem. Não me deixo levar por vaidade ou fama.”
Para 2026, Nicolas projeta novos desafios. “Tem o Gauchão e o Brasileiro sub-20, mas meu objetivo é estrear no profissional. Quero viver esse momento. Se for pra ir pra Europa um dia, que seja no tempo certo, mas agora meu lugar é aqui.”




















