14 de Julho, 2025 09h07mSemana da Solidariedade por JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Ibirubá enfrenta o inverno com solidariedade

Campanha do Agasalho em Ibirubá reforça não só a solidariedade, mas também o trabalho em rede para chegar a quem mais precisa.

Em meio ao frio rigoroso que atinge o estado, a secretária de Assistência Social de Ibirubá, Lia Timann, falou sobre os bastidores da Campanha do Agasalho 2025, destacando o volume de roupas já arrecadadas, o trabalho das equipes técnicas e a importância da escuta.

O frio bate à porta e com ele vem também o desafio de aquecer não só os corpos, mas os vínculos que sustentam a assistência social. Lia Timann sabe disso. Em seis meses à frente da Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Habitação de Ibirubá, ela já não fala apenas como gestora. Fala como alguém que compreendeu, na prática, que política pública precisa estar de pé onde há um cidadão precisando.
“É muito fácil arrecadar”, disse, com franqueza. “Agora o nosso papel é fazer chegar lá na ponta.” A Campanha do Agasalho 2025 já ultrapassou 5 mil peças arrecadadas. Casacos, mantas, roupas de bebê — muitas em ótimo estado, fruto da solidariedade de uma comunidade mobilizada. O sistema é simples: quem precisa escolhe, leva o que serve e, se não servir, pode devolver para que outra pessoa aproveite. “Não tem burocracia. Mas a gente orienta: cuide da doação que você recebeu. Ela veio com carinho e merece ser respeitada.”
O que poderia parecer apenas uma campanha sazonal se transforma, pelas palavras da secretária, num esforço diário e integrado. “A gente tem as escolas, os postos de saúde, o Conselho Tutelar, os agentes comunitários. Eles têm esse olhar. Às vezes a mãe não percebe que o filho foi para a escola mal agasalhado. Mas a auxiliar percebe. E nos liga. E pede. E a gente atende.”
Esse trabalho em rede é o que sustenta não só a Campanha do Agasalho, mas toda a atuação da assistência social no município. “O nosso papel é intermediar, acolher, ouvir sem julgar. Hoje não dá mais para trabalhar sozinho. A rede precisa conversar.”
A fala é firme, mas carregada de humanidade. Lia lembra de uma mãe de gêmeos que pediu fraldas porque o marido teve corte de horas extras. “Ela tem casa, tem carro. Mas estava passando por dificuldades. E é pra isso que estamos aqui. Pra acolher sem perguntar demais, porque só cada um sabe da sua realidade.”
A Secretaria também atua na distribuição de cestas básicas, vale-gás e apoio em situações de vulnerabilidade aguda. Até junho, já haviam sido mais de mil atendimentos. “Muita gente não sabe o que a gente faz. Por isso, sair da sala e ir até as pessoas também é parte do nosso trabalho.”
Na entrevista concedida à Rádio Cidade e ao Jornal O Alto Jacuí, Lia também abordou a construção da futura Casa de Acolhimento no bairro Hermany, um investimento de R$ 2 milhões. O espaço será regional, com gestão ainda indefinida. “É uma pauta urgente. Vai precisar de equipe 24h, manutenção, estrutura. Não pode virar elefante branco.”
Com a voz embargada em alguns momentos, mas convicta em todos, a secretária ainda reforçou que a campanha segue ativa durante o mês de julho. As doações podem ser feitas diretamente na sede da Secretaria. “Tem roupa boa, tem demanda real. E tem muita gente querendo ajudar. Nosso desafio é unir tudo isso com empatia, com escuta e com ação.” finalizou a secretária

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