30 de Janeiro, 2026 08h01mVisibilidade Trans por JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Liderança trans ganha destaque estadual por sua atuação na comunidade

Gaby Graminho será homenageada pela Assembleia Legislativa no Dia da Visibilidade Trans

No dia 29 de janeiro, Gaby Graminho, mulher trans de Ibirubá, recebe homenagem estadual por sua trajetória e luta por respeito, inclusão e políticas públicas para a população LGBTQIA+. Aos 31 anos, ela atua no CAPS e é referência na região. “Cheguei até aqui com luta e coragem”, afirma.

Na data em que se celebra o Dia da Visibilidade Trans, a ibirubense Gaby Graminho foi homenageada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A cerimônia reconhece mulheres trans que se destacam por sua trajetória e contribuição à sociedade, e Gaby representa com orgulho a região do Alto Jacuí.
Aos 31 anos, Gaby carrega uma história marcada por superação e luta contra o preconceito. Natural do bairro Progresso, ela iniciou sua transição aos 16 anos, após se reconhecer como mulher trans ainda na adolescência. “Enfrentei muito preconceito, muitas portas se fecharam. Mas cheguei até aqui porque caminhei, lutei e enfrentei tudo com coragem e respeito”, relembra.
A homenagem que recebeu é vista por ela como um símbolo importante, mas insuficiente diante dos desafios diários. “Ainda faltam políticas públicas que respeitem nossa condição. A gente segue enfrentando preconceito, dificuldade no mercado de trabalho, e precisa de mais apoio na saúde, na educação, em todos os espaços”, pontua.
Gaby atua há quatro anos no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de Ibirubá, onde contribui para o acolhimento de pessoas LGBTQIA+. Ela defende a criação de espaços específicos na rede pública de saúde para atender esse público com mais empatia e dignidade. “Seria importante ter uma sala com profissionais preparados, onde as pessoas se sintam seguras para conversar e buscar apoio, sem julgamentos”, afirma.
Questionada sobre a importância da representatividade política, Gaby revela o desejo de disputar uma vaga na Câmara de Vereadores nas próximas eleições. “Não é só por ser trans, mas porque quero lutar por todos os direitos da comunidade, do meu bairro, da cidade. A gente precisa ocupar espaços para mudar realidades”, diz.
Ela também destaca o papel da religião e do preconceito dentro de algumas instituições religiosas. “Vim de uma família evangélica, não foi fácil. Mas acredito que Deus é amor, e não está aqui para condenar ninguém. Cada um tem seu caminho, e o respeito deve ser maior que qualquer doutrina”, declara.
A trajetória de Gaby também passa pela escassez de oportunidades no passado. “Eu vim da rua. Nunca neguei meu passado. Mas hoje, com o apoio de algumas lideranças locais e do meu esforço, conquistei meu espaço”, conta, emocionada. “Queria que minha mãe estivesse viva para ver esse momento, mas sei que onde ela estiver, está me aplaudindo.”
A homenagem que Gaby recebeu é resultado de uma indicação da região e do apoio da comunidade. Ela fez uma transmissão ao vivo para que os apoiadores possam acompanhar o momento. “Levo Ibirubá comigo no coração. Aqui nasci, cresci e vou morrer, com muito orgulho”, finaliza.

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