29 de Agosto, 2025 09h08msolidariedade por JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Família de Ibirubá realiza campanha para garantir implante coclear ao pequeno Davi Chiesa

O ibirubense Davi Chiesa, de 4 anos, nasceu com malformações nos nervos auditivos e faciais.

Menino de quatro anos precisa de R$ 110 mil para procedimento que pode lhe permitir ouvir pela primeira vez

Na rotina simples da casa da família Chiesa, em Ibirubá, há um sonho que se repete todos os dias: ouvir a voz do pequeno Davi respondendo ao chamado dos pais. Com apenas quatro anos, o menino nasceu com malformações nos nervos da face e dos ouvidos e nunca pôde escutar o mundo ao seu redor. Agora, uma cirurgia pode mudar sua história: o implante coclear, que custa R$ 110 mil, tem o poder de permitir que ele ouça pela primeira vez.

“Desde os dois meses percebemos que havia algo diferente. O Davi não piscava com o olho direito e foi quando começou nossa caminhada por médicos e cirurgias”, relembra a mãe, Scheila Daiane Gabe. Além da paralisia facial, que já exigiu procedimentos delicados para salvar parte da visão, a família descobriu, mais tarde, a ausência de resposta auditiva. “Minha mãe chamava ele e ele não reagia. Nem com sons altos se assustava. Foi um choque perceber que ele não ouvia nada”, conta Scheila, com a voz embargada.

Depois de inúmeros exames e tentativas frustradas com aparelhos auditivos, veio o diagnóstico definitivo: Davi tem malformação nos nervos auditivos. O lado direito não pode ser recuperado, mas o esquerdo pode ser estimulado com a cirurgia. “É a nossa chance de dar a ele a possibilidade de escutar, de ouvir nossa voz, de ouvir a vida”, afirma o pai, Vagner Lopes Chiesa.

O procedimento precisa ser realizado de forma particular devido à demora das filas do SUS. Inclui não apenas a cirurgia, mas o aparelho importado, os custos hospitalares, os honorários médicos e as primeiras sessões de fonoterapia. “Quanto antes ele fizer, melhores serão os resultados. O tempo é crucial para o desenvolvimento da fala”, reforça Scheila.

Publicidade

Até agora, a campanha solidária organizada pela família já arrecadou cerca de R$ 16 mil. A chave Pix para doações é o número (54) 9331-1256, em nome de Davi. Quem preferir pode entregar valores diretamente para a mãe, que trabalha na Casa do Jeans, no centro de Ibirubá. “Cada contribuição, pequena ou grande, representa esperança para nós. E quem não puder ajudar financeiramente pode compartilhar a campanha, porque a solidariedade também se multiplica assim”, pede Scheila.

Apesar das limitações, Davi é descrito como uma criança doce, carinhosa e extremamente inteligente. Por não escutar, ele desenvolveu um jeito próprio de se comunicar, criando gestos e aprendendo rapidamente pela observação. “Ele é muito visual. Tudo que vê, ele repete. E é adorado na creche, pelos colegas e professores. É impossível não se encantar com ele”, relata a mãe.

A história do menino também emociona pelo esforço da família. Foram anos de viagens, consultas, anestesias e cirurgias, muitas vezes custeadas com rifas e doações. “Teve um tempo que ele estava cansado, chorava só de ver consultório. Nós também ficávamos exaustos, mas nunca desistimos. Como pai e mãe, a gente vai até o fim do mundo por um filho”, diz Vagner.
Os avós, tios, colegas da creche e até desconhecidos abraçaram a causa. “Ele é amado por todos. Isso nos dá forças para continuar. Cada palavra de apoio nos ajuda a acreditar que vamos vencer”, conta Scheila. A suspeita dos médicos é de que a má-formação esteja ligada à COVID-19 contraída pela mãe no início da gestação, já que exames genéticos descartaram causas hereditárias.

O apelo da família é simples, mas poderoso: dar a Davi o direito de ouvir os sons da vida. “O que mais sonhamos é poder chamá-lo pelo nome e ouvir ele responder: ‘mamãe, papai’. Só isso já seria o maior presente do mundo”, conclui Scheila, com lágrimas nos olhos.
Enquanto isso, a campanha segue mobilizando a comunidade. E a cada doação, a cada gesto de solidariedade, o sonho de Davi fica mais próximo de se tornar realidade.

Publicidade

Notícias relacionadas

Presença internacional: jornalista do Washington Post visita Ibirubá para investigar fuga de nazistas

A presença de McCoy traz credibilidade e pode projetar Ibirubá para o mundo

29 de Agosto, 2025

Da arquibancada ao sonho: Lívia e Nicoli representam Ibirubá na Superliga C de Vôlei

Do ginásio em Ibirubá as quadras de competições da Superliga C

08 de Agosto, 2025

Rotary Club de Ibirubá doa 30 cobertores à Liga Feminina de Combate ao Câncer

Ação solidária foi viabilizada com recursos do Outlet Ibirubá e visa aquecer famílias carentes no inverno

28 de Julho, 2025