
A aprovação do Fundo Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (FUMBEA) foi comemorada como um marco histórico por protetores e voluntários da ONG Mi Au Juda, em Ibirubá. A medida, aprovada por unanimidade no Legislativo e encaminhada pelo Executivo, cria a estrutura legal necessária para que o município possa acessar recursos do Fundo Estadual de Bem-Estar Animal do Rio Grande do Sul, ampliando perspectivas para investimentos em políticas públicas voltadas à causa animal.
Com cerca de 400 animais sob cuidados da entidade, além das demandas recorrentes da comunidade, a criação do fundo representa, segundo a ONG, a consolidação de uma luta antiga em defesa dos animais e abre caminho para avanços concretos no atendimento e proteção.
A presidente da ONG Mi Au Juda, Joseane Kronhardt, destacou que a conquista vai além de uma medida administrativa e deve impactar diretamente o trabalho desenvolvido pela entidade e por demais protetores cadastrados no município.
“Esse é um momento muito importante para todos que atuam na causa animal. O fundo representa mais do que um avanço estrutural, é a possibilidade de oferecer melhores condições de atendimento, especialmente na área veterinária, que hoje é uma das maiores necessidades”, afirmou.
Segundo Joseane, embora o fundo municipal ainda não disponha de recursos próprios depositados, sua criação é fundamental para permitir que Ibirubá esteja apta a receber verbas estaduais por meio de editais e projetos.
Ela explica que os recursos não serão destinados automaticamente às entidades, mas acessados mediante cadastro e apresentação de projetos pelos protetores e ONGs registrados.
“Não é um recurso que vem direto para a ONG. Funciona como em outros segmentos que acessam verbas públicas por projetos. A entidade terá que acompanhar os editais do governo, elaborar os projetos, encaminhar e buscar a verba. O recurso vem para o município e o município faz o repasse”, detalhou.
A presidente também reforçou que o acesso não será exclusivo da Mi Au Juda. Todos os protetores e organizações regularmente cadastrados poderão participar dos processos para pleitear recursos.
Além do reconhecimento ao Executivo e ao Legislativo locais pela criação do fundo, a entidade destacou a importância do Fundo Estadual de Bem-Estar Animal do Rio Grande do Sul, recentemente instituído e considerado pioneiro no país. A política estadual prevê apoio a ações voltadas à saúde, proteção, adoção de animais abandonados e fortalecimento de políticas públicas para o setor.
Conforme Joseane, a expectativa é de que a nova estrutura permita ampliar tanto o atendimento aos animais acolhidos quanto o suporte a famílias em situação de vulnerabilidade que necessitam de assistência veterinária.
Hoje, uma das principais demandas enfrentadas pela ONG está justamente nos custos com procedimentos veterinários, alimentação e manutenção dos animais resgatados. Nesse contexto, a perspectiva de acessar recursos públicos é vista como um reforço importante para ampliar ações já desenvolvidas no município.
A entidade reforça que seguirá atuando na proteção animal, agora com maior expectativa de suporte institucional e desenvolvimento de novas políticas para o setor.
Na avaliação dos protetores, a principal importância da criação do fundo municipal está em organizar a legislação local para que Ibirubá possa, efetivamente, receber recursos do fundo estadual. Sem essa adequação jurídica, o município ficaria impedido de acessar essas verbas.
Com isso, a aprovação do FUMBEA é vista não apenas como uma conquista simbólica da causa animal, mas como um passo estratégico para viabilizar investimentos futuros e fortalecer, de forma estruturada, a política pública de bem-estar animal em Ibirubá.





















