15 de Maio, 2026 09h05mTRADICIONALISMO por JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Em sua última Ciranda de Prendas, Dayala representa Ibirubá em desafio estadual

Na cidade de Erechim, a Prenda levará mais do que conhecimento e preparação, levará consigo a história de quem fez da tradição um caminho de vida

Representante do CTG Rancho dos Tropeiros e da 9 RT, encara, em Erechim, a etapa mais desafiadora de uma trajetória construída ao longo de mais de 15 anos no movimento tradicionalista

 

Na reta final de preparação para a Ciranda Cultural de Prendas, a ibirubense Dayala Ubessi Streit vive dias de expectativa, estudo e emoção. Atual 1ª Prenda Adulta da 9ª Região Tradicionalista, ela embarca para Erechim, onde, entre os dias 21 e 23 de maio, representará Ibirubá, o CTG Rancho dos Tropeiros e a região em uma das mais tradicionais e exigentes disputas do movimento tradicionalista gaúcho.
Mais do que uma competição, a Ciranda marca o ápice de uma caminhada iniciada ainda na infância. Dayala construiu sua trajetória entre concursos, apresentações, estudos e vivências dentro do tradicionalismo, acumulando títulos e experiências que a trouxeram novamente ao palco estadual.
“É a última vez que vou participar de uma Ciranda de Prendas. Com certeza é muito emocionante e também de muita ansiedade. Estamos na contagem regressiva para viver esse momento”, afirma.
A preparação exige dedicação intensa. Além das provas artísticas e apresentações culturais, as concorrentes enfrentam avaliações escritas sobre história, geografia, folclore e tradicionalismo, além de provas de comunicação oral e relatórios de atividades desenvolvidas ao longo do ano.
Segundo Dayala, o processo vai muito além da reta final. “A preparação, na verdade, é desde que a gente se conhece por gente, porque é a nossa cultura. Mas quando se recebe o título regional, tudo se intensifica”, explica.
Ao longo do último ano, a representante da 9ª RT desenvolveu ações em escolas, projetos culturais e iniciativas sociais, levando o tradicionalismo para além das porteiras do CTG.
A ligação com o movimento, no entanto, ultrapassa a busca por títulos. Para Dayala, a experiência moldou sua trajetória pessoal.
“Quando entrei no CTG, eu era muito tímida. O tradicionalismo me ensinou a me comunicar, a lidar com as pessoas, a conhecer o nosso Estado. É uma escola para a vida”, destaca.
A concorrente também vê na participação uma forma de inspirar novas gerações. “Se eu estou voltando, é porque isso vale a pena. Não é sobre uma faixa. É sobre aquilo que a gente constrói e deixa para quem vem depois”, resume.
Em Erechim, Dayala levará mais do que conhecimento e preparação. Levará consigo a história de quem fez da tradição um caminho de vida.

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