
Planejamento, reorganização administrativa e articulação política para captação de recursos têm sustentado o novo ciclo de investimentos em Ibirubá
Ao avaliar o primeiro quadrimestre de 2026, o secretário-geral de Administração, Everton Lagemann, apresentou um panorama das principais ações em andamento, os desafios enfrentados pela gestão e as projeções que desenham os próximos anos do município.
Um dos principais indicadores destacados foi a captação de recursos via emendas parlamentares. Segundo Lagemann, Ibirubá já ultrapassou a marca de R$ 8 milhões apenas neste ano, volume considerado histórico para o período. Os recursos, conforme explicou, estão direcionados especialmente para áreas estratégicas como saúde, infraestrutura e mobilidade urbana, permitindo ao município ampliar sua capacidade de investimento mesmo diante de oscilações na arrecadação.
Na infraestrutura urbana, o município vive um período de forte movimentação. A conclusão da obra da rua Aloísio Müller, o reperfilamento de dez vias urbanas, novos projetos de pavimentação e investimentos em drenagem fazem parte de um conjunto de ações voltadas à melhoria da mobilidade e da qualidade de vida da população. Entre os destaques está o programa Pavimenta 3, que prevê intervenções importantes na ligação com o bairro Chácara, além de outras melhorias em bairros e comunidades do interior.
“Hoje conseguimos olhar para frente com mais segurança porque organizamos a casa. Isso permite escolher projetos, buscar recursos e fazer investimentos com responsabilidade”, afirmou Lagemann.
Na habitação, a gestão trata como prioridade um dos gargalos históricos do desenvolvimento local. O município trabalha na implantação de 60 moradias populares, sendo 40 vinculadas ao programa estadual A Casa é Sua Calamidade e outras 20 por meio de programa federal. O investimento municipal em infraestrutura para viabilizar o loteamento supera R$ 3 milhões.
“É um projeto histórico para Ibirubá, mas sabemos que a demanda é muito maior. Por isso já estamos estudando novas áreas para ampliar a política habitacional”, destacou.
A saúde também segue no centro das atenções. Segundo o secretário, o município já investe mais de 27% da receita na área, percentual bem acima do mínimo constitucional. A reorganização dos atendimentos e dos fluxos internos, segundo ele, busca maior eficiência, melhor controle dos recursos e ampliação da capacidade de resposta do sistema.
“O objetivo não é reduzir atendimento, mas organizar a rede para atender melhor e garantir sustentabilidade”, explicou.
Entre os projetos estruturantes, a gestão também projeta a construção de uma nova escola de educação infantil com capacidade para atender até 180 crianças, investimento estimado em mais de R$ 5 milhões, além da ampliação de estruturas públicas nas áreas de obras, assistência social e saúde.





















