Ibirubá, 23 de Setembro de 2026
SAÚDE

Catarata é consequência natural do avanço da idade, mas nem todos terão alteração na qualidade de vida

Médico oftalmologista especialista na área, Dr. Jackson Jacques de Castro explica que nível de opacificação do cristalino e impactos variam de pessoa a pessoa

R

Redação Integrada

Catarata é consequência natural do avanço da idade, mas nem todos terão alteração na qualidade de vida

Uma pergunta comum no consultório de oftalmologia, especialmente com o avanço da idade dos pacientes, é sobre se todas as pessoas terão catarata. A dúvida, segundo o médico oftalmologista Dr. Jackson Jacques de Castro, é pertinente, pois invariavelmente o cristalino tende a perder progressivamente a sua transparência com o passar dos anos. Essa perda da transparência leva a algum grau de opacificação, que é comum com o avanço da idade, e que é a principal característica que identifica a catarata.

Então, sim, todas as pessoas terão catarata. O que vai ser diferente, segundo Dr. Jackson Jacques de Castro, é a forma como cada pessoa vai perceber essa modificação na visão. É essa diferença de impacto e interferência na qualidade de vida e nas atividades do dia a dia que vai definir a necessidade de tratamento. “Todo mundo vai ter catarata, todo mundo vai ter essa opacificação do cristalino. Com o passar dos anos, esse cristalino tende a opacificar progressivamente pelo próprio metabolismo que ele vai tendo ao longo dos anos. Isto acontece naturalmente, na população em geral. Existem pessoas que desenvolvem cataratas precocemente. Pode estar relacionado ao uso de medicamentos, como corticosteróides, doenças metabólicas, como diabetes, e condições genéticas ou hereditárias”, explica o médico.

Cuidados e tratamento

Essa mudança na transparência do cristalino passa a ser percebida na faixa dos 60, 70, 80 anos de idade. “Todo mundo que chega numa fase ou numa faixa etária mais avançada vai ter algum nível de catarata”, reforça Dr. Jackson. O que vai variar é como cada pessoa vai sentir esse impacto da opacificação no dia a dia. Existem pessoas que não irão sentir tanto essa baixa qualidade, ou até mesmo quando perdem um pouco de quantidade de visão.

Contudo, nos tempos mais recentes, com o aumento do uso de telas, seja de celulares, computadores, ou mesmo televisão, também por parte da população de idade mais avançada, a perda da transparência do cristalino pode ser mais perceptível. “Algumas pessoas vão acostumando e conseguem levar a sua vida, dependendo do estilo que têm, normalmente. Agora, pessoas que hoje em dia, mesmo com 90, 100 anos de idade, estão usando o celular, estão usando telas, estão assistindo televisão, estão dirigindo, qualquer perda de qualidade elas já chegam no consultório dizendo que já não enxergam mais como antes”, explica.

Em casos em que essas queixas chegam ao consultório, com pedido para uso de óculos, essa abordagem não irá resolver o problema. A solução, segundo o especialista, será a cirurgia: “a única maneira é trocar essa lente opaca por uma lente nova”, pontua.

Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas