
Para evitar que 2026 registre novo surto de dengue, como os vividos nos últimos anos, a Prefeitura de Ibirubá, por meio da Vigilância em Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde, intensificou as ações preventivas contra o mosquito Aedes aegypti. A estratégia combina aplicação de inseticida residual em áreas críticas, mutirões de limpeza, visitas domiciliares e campanhas de conscientização.
O médico da Secretaria de Saúde, Dr. Etiani Messerschmidt, destacou que a maior parte dos esforços está concentrada nos bairros Progresso, Floresta e Centro, que juntos concentraram mais de 70% das notificações da última temporada. “Esse ano, utilizamos uma ferramenta chamada BRI, a borrifação residual intradomiciliar. É um inseticida seguro, que ao ser aplicado nas paredes das casas, mata o mosquito ao contato, interrompendo o ciclo de transmissão”, explicou.
O responsável pela Vigilância em Saúde, Sandro Krause, complementou que a aplicação já foi feita em 85% das residências do bairro Progresso e em cerca de 70% no Floresta. “O produto não tem risco para pessoas nem animais domésticos. É aplicado preferencialmente em locais de convivência, como salas e garagens, onde o mosquito costuma circular”, afirmou.
Sandro lembrou que Ibirubá ainda não registrou casos confirmados de dengue em 2026, mas que há notificações sendo analisadas em municípios da região. “Estamos trabalhando de forma preventiva, porque sabemos que a combinação de calor e chuvas frequentes cria o ambiente ideal para proliferação do mosquito”, alertou.
Além das ações técnicas, a equipe reforça a importância do papel da comunidade. “A principal medida de combate continua sendo a eliminação de criadouros. Cada morador precisa cuidar do seu pátio, evitar água parada e usar repelente, especialmente se estiver com sintomas ou diagnóstico confirmado”, afirmou Dr. Etiani. Ele também lembrou que a pessoa com dengue deve evitar circular para não ampliar a transmissão. “Ela tem responsabilidade com a sociedade. Ao ser picada, pode levar o vírus para outras áreas da cidade”.
Sandro reforçou ainda o trabalho conjunto com outras secretarias, como Obras e Educação, para garantir a manutenção de espaços públicos e escolas. “Começamos pelo dever de casa, cuidando dos prédios públicos. Só assim temos legitimidade para cobrar que a população faça sua parte”.
A população tem acolhido bem as equipes, mas ainda há desinformação sobre o produto utilizado. “Não se trata de uma dedetização comum. O inseticida é específico contra o Aedes aegypti e só pode ser aplicado por pessoal treinado, com equipamento apropriado”, esclareceu Krause.
Com o reforço das ações e o envolvimento da comunidade, a expectativa é reduzir drasticamente os casos de dengue neste verão. Como concluiu Dr. Etiani: “Nosso primeiro objetivo é evitar que o mosquito se desenvolva. E se ele aparecer, que não haja casos graves nem mortes. A prevenção é o melhor caminho”.





















