Germano Rigotto defende retomada do protagonismo gaúcho se chegar ao Senado
O candidato ainda defendeu maior transparência nas emendas parlamentares e mudanças no sistema político

ex-governador Germano Rigotto (MDB), candidato ao Senado nas eleições de 2026, esteve em Ibirubá durante agenda política na região e apresentou as principais bandeiras que pretende defender caso seja eleito. Em entrevista à Redação Integrada da Rádio Cidade e Jornal O Alto Jacuí, Rigotto colocou a recuperação do protagonismo político do Rio Grande do Sul em Brasília como um dos pontos centrais de sua candidatura.
Vereador no início da trajetória política, deputado estadual, deputado federal por quatro mandatos e governador entre 2003 e 2006, Rigotto destacou que, mesmo afastado de cargos eletivos, continuou atuando em debates nacionais, especialmente nas áreas econômica e tributária.
“Eu não parei. Continuei dando palestras pelo Brasil sobre cenário econômico e questão tributária e sendo conselheiro de várias entidades”, afirmou. Segundo ele, o retorno às urnas ocorreu após manifestações internas do MDB e pedidos recebidos durante suas agendas pelo país. “As pessoas me diziam: ‘Rigotto, tu tem que voltar. Esse quadro nacional exige a tua presença’. Eu aceitei o desafio.”
Entre as prioridades para o Senado, Rigotto apontou a situação da dívida do Rio Grande do Sul. O candidato defendeu a ampliação do período de suspensão dos pagamentos para permitir que o Estado mantenha investimentos na reconstrução. “Nós não temos condições de voltar a pagar essa dívida. O trabalho será para ganhar, no mínimo, mais três anos de folga”, declarou.
Outra proposta apresentada é a criação de um fundo de desenvolvimento para a Região Sul, nos moldes dos mecanismos existentes para outras regiões brasileiras, permitindo financiamentos com condições diferenciadas para investimentos.
Rigotto também defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal. Entre elas, propôs alterar o processo de indicação dos ministros, limitar o período de permanência no STF e restringir decisões monocráticas. “Eu vou para mudar o Supremo Tribunal Federal, não apenas para cassar ministro”, resumiu.
Sobre a reforma tributária, área na qual atuou durante seus mandatos no Congresso, avaliou que o novo sistema possui pontos positivos, mas precisará de ajustes durante a transição. “Não é a reforma dos meus sonhos. Vai ter que corrigir muita coisa”, afirmou, citando como avanços a redução da tributação sobre alimentos, insumos e medicamentos.
Ao abordar a polarização política, Rigotto disse que pretende dialogar com representantes de diferentes campos ideológicos. “Eu não condeno quem é da direita, quem é da esquerda ou quem é do centro. Eu condeno a radicalização, a ideologização e o ódio”, declarou.
O candidato ainda defendeu maior transparência nas emendas parlamentares e mudanças no sistema político, incluindo a adoção do voto distrital.
Para Rigotto, sua experiência política e capacidade de articulação podem contribuir para recuperar uma representação gaúcha mais forte no Senado. “Eu não chego como mais um senador. Eu chego com espaço conquistado pela minha história e pelo meu trabalho”, concluiu.






