
Escritora e terapeuta compartilhou vivências, desafios e caminhos de esperança para quem convive com a realidade das famílias atípicas
Mais do que falar sobre autismo ou inclusão, a participação da escritora, pedagoga, psicopedagoga e neuropsicopedagoga Cátia Tatiana Geller Rodrigues no programa Momento Estrela Guia abriu espaço para uma reflexão profunda sobre empatia, rede de apoio e o papel da sociedade diante das diferentes realidades vividas por crianças e suas famílias. Baseada em sua trajetória pessoal e profissional, a autora do livro Além do Diagnóstico defendeu que nenhuma condição pode resumir a essência de uma criança.
Segundo Cátia, um diagnóstico deve servir como orientação e não como definição. “A criança continua sendo criança. Ela precisa brincar, ter limites, se descobrir, viver cada fase. Muitas vezes, no afã de proteger, a família acaba se perdendo e atropelando esse processo”, afirmou.
Durante a entrevista, ela também destacou que o acolhimento precisa começar pelos pais, que frequentemente se veem inseguros diante de uma nova realidade. “Muitas vezes, antes mesmo de cuidar da criança, precisamos acolher essa família, porque ela chega sem saber para onde ir, sem entender os próximos passos”, relatou.
Autora de uma das obras coletivas que se tornou bestseller nacional, reunindo 88 coautores, Cátia também compartilha no livro a vivência da própria família diante do diagnóstico de autismo de um sobrinho. Para ela, a experiência reforçou a importância da união familiar e da busca por informação. “O diagnóstico não é o fim. Não existe um caminho pronto, existe um caminho a ser construído com amor, respeito e apoio.”
A entrevistada também chamou atenção para a necessidade de ampliar a inclusão para além das escolas. “A sociedade inteira precisa aprender a acolher. Um comércio, uma barbearia, qualquer ambiente pode fazer a diferença quando escolhe receber essas crianças com carinho e respeito.”
Cátia ainda convidou a comunidade para o lançamento regional do livro Além do Diagnóstico, marcado para sábado, dia 16, em Quinze de Novembro. O evento será aberto ao público.
“Quando a gente acolhe com amor, tudo flui melhor. O que essas famílias mais precisam é saber que não estão sozinhas”, concluiu.






















