08 de Dezembro, 2025 09h12mPolítica por Jardel Schemmer- Repórter Rádio Cidade 104.9

Prefeita Jaqueline Winsch reforça que saúde seguirá como prioridade em Ibirubá

Sobre possíveis mudanças no secretariado, Jaqueline resumiu: “Em princípio, não há trocas. Se for necessário, será feito.”

Em balanço especial de fim de ano, prefeita fala da rotina de trabalho, da reorganização da saúde e do atendimento às crianças atípicas, das obras em andamento, da educação e deixa uma mensagem de Natal à comunidade.

Jaqueline Brignoni Winsch (PL) concedeu entrevista para a Redação Integrada na terça-feira (02), e afirmou que o ritmo não deve diminuir no fim de ano. “Todos os dias são desafios que exigem atuação constante para conduzir da melhor maneira possível a administração”,frisou.
Jaque disse que a tecnologia ampliou a presença da gestão na vida da comunidade. “O telefone da prefeitura nem toca mais. O que toca é o nosso celular, é o WhatsApp da equipe inteira. E mesmo assim é um trabalho que nos dá alegria, porque a gente ajuda diretamente quem precisa.”
O início do governo exigiu reorganização interna. “Chegar com uma equipe nova é um desafio. Existe o quadro funcional, mas o direcionamento da gestão parte da prefeita, dos secretários e coordenadores. Foi preciso organizar a casa e colocar tudo para funcionar de forma mais ágil e propositiva.”
O ponto mais sensível daquele período, segundo ela, foi o caixa praticamente zerado.

“De recurso livre, estávamos quase no zero. Em um cenário econômico tão instável, você precisa ter muito cuidado com o dinheiro público. Se errar na prioridade, pode faltar em outra área essencial.”

Mesmo assim, o governo conseguiu dar respostas rápidas: “Em fevereiro já compramos uma patrola. Em 200 dias compramos uma área habitacional. Organizamos caixa, seguramos onde precisava, e isso nos permitiu virar o ano com mais segurança.”
Mais de uma vez, Jaqueline afirmou que a saúde é o setor que mais recebe investimentos.

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“A saúde sempre foi prioridade. Hoje gastamos mais de 30% do orçamento, e isso nos coloca entre os municípios que mais atendem no estado.”

Ela ponderou que o momento econômico coloca pressão sobre o SUS. “Planos de saúde estão mais caros, muitas pessoas preferem o SUS porque conseguem atendimento mais rápido. E quando falta dinheiro, é no serviço público que elas buscam ajuda.”
A prefeita pediu responsabilidade ao tratar do assunto. “Quando alguém diz que a saúde está um caos, atinge o enfermeiro que está na ponta, atinge o médico que está atendendo, atinge quem está fazendo o melhor possível dentro da estrutura que temos.” E acrescentou: “Contra os números não há argumentos. Os números se revertem em atendimento para a população.”
Um dos temas mais delicados do ano foi a reorganização dos atendimentos às crianças atípicas. Jaqueline tratou do assunto com firmeza: “Quando reorganizamos o fluxo, foi com todo o cuidado, porque é algo muito sensível. Não havia padrão, não havia monitoramento claro. Buscamos reordenar para que cada atendimento tenha qualidade.”
Ela afirmou que nenhuma criança ficou sem terapia.

“Eu disse ao núcleo e aos secretários: não quero nenhuma criança sem atendimento. As terapias foram mantidas. O que aconteceu é que alguns profissionais não quiseram mais atender se não fosse por determinado método. E terapia não é método. Método é uma técnica dentro da terapia, e isso precisa ser regulado.”

Jaqueline relatou episódios que marcaram o processo. “Atendi um pai que disse que o filho estava sem atendimento. Fui verificar e o atendimento tinha sido oferecido, mas a clínica que atendia não quis mais. Eu disse pra ele: ‘Hoje mesmo seu filho pode iniciar fono, psico e psicopedagogia com outros profissionais’. O município vai ofertar. Nós temos o dever de garantir isso.”
A prefeita reforçou que não aceitará uso político do tema. “Nós não podemos utilizar uma criança para barganhar. Estamos trabalhando com a 9ª Coordenadoria e com o TeAcolhe, porque queremos qualidade e continuidade no atendimento.”
Sobre críticas que surgem nas redes e na Câmara, Jaqueline explicou que comparações com gestões anteriores não são objetivo do governo. “Nós olhamos Ibirubá para frente. Mas quando jogam informações errôneas, é preciso fazer defesa. Às vezes a comparação é apenas para mostrar dados reais. Eu entrei para trabalhar, mas preciso que me deixem trabalhar.”
No campo das obras, ela citou a Rua Cascavel, no bairro Santa Helena, como um caso emblemático. “Era uma reclamação histórica. Fizemos todo o estudo, refizemos tubulações, bocas de lobo, reorganizamos o escoamento. Falta apenas a camada final de asfalto, e a empresa já foi notificada pelo atraso.”
Outro destaque foi o desassoreamento do Rio Pulador. “Visitei a área e me chamou atenção a situação da ponte do Bangú para baixo, onde era só um canalzinho. Cerca de 3 km estão sendo desassoreados. Talvez não resolva 100%, mas vai amenizar muito a angústia das famílias.”
Sobre as estradas do interior, Jaqueline admitiu limitações: “Não conseguimos fazer tudo. O maquinário era insuficiente e choveu muito. Mas liberamos pedreiras, terceirizamos serviços e estamos aguardando mais máquinas que já foram conquistadas. Em um ano é impossível reestruturar toda a frota.”
Ela citou ainda uma mudança estrutural importante: “Temos duas grandes obras do PAC em andamento no antigo Parque de Máquinas: o novo CAPS e a nova unidade básica de saúde que atenderá o bairro Chácara e arredores. Isso vai levar mais qualidade e aproximar o atendimento das famílias.”
Na educação, a prefeita destacou o trabalho interno de reestruturação. “A secretaria trabalha muito, e o propósito é preparar o aluno para o futuro. A escola é a oportunidade de mudar de vida. Estamos fortalecendo laboratórios de aprendizagem nos anos iniciais, com foco em leitura e interpretação, e planejando uma grande creche, que será o maior investimento do nosso governo.”
Sobre cultura, Jaqueline lembrou o ano movimentado: “Tivemos os 70 anos de Ibirubá, a Feira do Livro, a ExpoIbi, Soberanas e agora o Natal. Tudo isso exige planejamento e toda a equipe se dedicou.”
Ao final, a prefeita deixou uma mensagem:  “O Natal nos inspira a tirar resistências, dialogar mais, ajudar mais. Eu acredito nas pessoas e acredito na nossa cidade. Agradeço pelos desafios, que nos tornam melhores, e pelas conquistas que cada família teve. Ibirubá é extraordinária e merece sempre o nosso melhor.”

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