
Um levantamento com base em dados oficiais do Portal da Transparência revela os gastos com diárias pagas pela Câmara de Vereadores de Fortaleza dos Valos ao longo de 2025, evidenciando valores expressivos destinados a deslocamentos de parlamentares, principalmente para Porto Alegre e, em menor número, para Brasília. De acordo com os registros, as despesas variaram de pouco mais de R$ 700 até R$ 18,3 mil por vereador no exercício. O maior valor individual foi recebido pelo vereador Giancarlo Fernandes Rubin (PP), que somou R$ 18.347,89 em diárias, incluindo uma viagem a Brasília e os demais deslocamentos à capital gaúcha. Na sequência aparece a vereadora Ana Elisa de Bortoli Nogueira (PP), com R$ 12.087,46, também com uma ida a Brasília e as demais agendas em Porto Alegre. O então presidente da Casa em 2025, Eraldo Andrade Lopes (PP), figura logo depois, com R$ 11.980,06, sem registro de viagem à capital federal.Outros parlamentares apresentaram gastos intermediários, como Eduarda da Silva Soares (Republicanos), que recebeu R$ 6.889,59, e Paulo Ricardo Rossato (Republicanos), com R$ 6.247,70 – ambos com uma viagem a Brasília. Já Cleber Stefanello Facco (PP) totalizou R$ 5.219,00, Fabio Junior Martins (Republicanos) R$ 1.980,13, Laomi Trombetta (PP) R$ 1.412,16 e Ailto Marangon (PDT) R$ 706,08, todos sem deslocamentos à capital federal registrados no período.
Ranking das diárias em 2025
1-Giancarlo Fernandes Rubin – R$ 18.347,89
2-Ana Elisa de Bortoli Nogueira – R$ 12.087,46
3-Eraldo Andrade Lopes – R$ 11.980,06
4-Eduarda da Silva Soares – R$ 6.889,59
5-Paulo Ricardo Rossato – R$ 6.247,70
6-Cleber Stefanello Facco – R$ 5.219,00
7-Fabio Junior Martins –
R$ 1.980,13
8-Laomi Trombetta –
R$ 1.412,16
9-Ailto Marangon –
R$ 706,08
A análise mostra que a maioria das viagens teve como destino Porto Alegre, geralmente associadas a audiências, reuniões e compromissos institucionais junto a órgãos estaduais. As idas a Brasília foram pontuais e concentradas em poucos parlamentares. Ainda assim, em um município com cerca de 4,8 mil habitantes, o volume de recursos destinados a diárias chama atenção e alimenta o debate público sobre planejamento, economicidade e retorno prático dessas agendas para a comunidade. Especialistas em gestão pública apontam que, embora o pagamento de diárias seja legal e previsto em normas internas, a transparência e a avaliação do impacto das viagens são fundamentais para assegurar o uso eficiente do dinheiro público. Em cidades de pequeno porte, gastos desse tipo tendem a ganhar maior repercussão justamente pelo peso proporcional no orçamento do Legislativo.





















