
Lívia Doninelli e Nicoli Braatz, formadas na base da Nutri Vital Vôlei, disputam a Superliga C representando o Juventus de Teutônia e celebram trajetória marcada pelo apoio familiar e amor ao esporte
Com apenas 18 anos, as ibirubenses Lívia Doninelli e Nicoli Braatz estão entre as atletas que disputam a Superliga C de Vôlei Feminino 2025, a terceira divisão do campeonato brasileiro de clubes. As duas integram o time Juventus de Teutônia e vivem, em quadra, o reflexo de uma jornada iniciada na infância, quando acompanhavam suas mães — apaixonadas pelo esporte — nas arquibancadas e nas quadras da Nutri Vital.
Dentro de quadra, Lívia brilha como ponteira e Nicoli como central. Fora dela, carregam histórias cheias de memórias afetivas e decisões que mudaram suas vidas. “Minha mãe sempre quis que eu e minha irmã tivéssemos uma boa base no vôlei. Desde pequena, eu ia junto aos treinos e o esporte foi se tornando meu maior sonho”, conta Lívia. Nicoli compartilha lembranças semelhantes: “Crescemos dentro do ginásio, ouvindo a torcida, vendo nossas mães jogarem. Quando percebi que também podia viver o vôlei, nunca mais larguei”.
Filhas de Francielle Doninelli e Lia Timann, que ainda hoje atuam no voleibol amador, as meninas sempre tiveram o incentivo da família como alicerce. A decisão de mudar-se para Teutônia e integrar o projeto Juventus Voleibol exigiu coragem e amadurecimento. “Sabíamos que elas estavam prontas. Sempre estivemos ao lado delas, com suporte emocional e muito carinho”, diz Francielle. Lia completa: “Ela está trilhando o próprio caminho, mas leva com ela tudo o que somos como família e comunidade”.
Lívia e Nicoli têm raízes firmes na Nutri Vital Vôlei, equipe de base de Ibirubá. “Foi onde realmente me encontrei como atleta. Tenho gratidão imensa pela Cleonice, nossa treinadora, que acreditava em mim mesmo quando eu duvidava”, afirma Nicoli. Lívia reforça: “A Nutri moldou meu início. A Cleonice foi essencial para que eu desenvolvesse técnica, paixão e disciplina. Aprendi com ela a sonhar mais alto”.
Disputar a Superliga C já é um marco para as duas jovens, que hoje representam Ibirubá e o Rio Grande do Sul em um dos maiores palcos do voleibol nacional. “Tenho o sonho de seguir no esporte como profissão. O vôlei mudou a minha vida”, resume Lívia. Para Nicoli, a caminhada é exigente, mas vale cada esforço: “Carregar o nome da minha cidade no peito e saber que posso inspirar outras meninas, como um dia fui inspirada, é o que me move”.


























