
Após cerca de 48 meses ocupando diferentes funções estratégicas no Governo do Rio Grande do Sul, Clair Kuhn (MDB) encerrou sua participação na administração estadual em razão do calendário eleitoral. Em entrevista o ex-secretário fez um balanço da trajetória, destacando as ações desenvolvidas, os desafios enfrentados e os investimentos destinados à região do Alto Jacuí.
Ao recordar sua passagem pelo governo, Clair ressaltou que atuou em áreas consideradas decisivas, como a Secretaria da Agricultura, a Secretaria Executiva do Plano Rio Grande e, mais recentemente, junto ao gabinete do vice-governador Gabriel Souza. Segundo ele, o período foi marcado por decisões complexas, especialmente durante a maior calamidade climática da história do Estado.
"O desafio foi enorme. Tivemos que reorganizar prioridades, concentrar esforços na reconstrução do Rio Grande do Sul e, ao mesmo tempo, manter o olhar voltado para as necessidades permanentes das regiões", afirmou.
Entre as principais conquistas citadas, Clair destacou o avanço de projetos de infraestrutura viária, especialmente as obras da ERS-506 e os projetos conduzidos pelo Consórcio Comaja para pavimentações em rodovias da região. Embora reconheça que parte das obras sofreu atrasos, atribuiu a situação aos impactos provocados pelas enchentes e às mudanças técnicas exigidas durante a execução.
"Ninguém está satisfeito quando uma obra demora mais do que o previsto. Eu também gostaria que estivesse concluída. Mas os recursos estão garantidos, os projetos continuam e tenho convicção de que essas ligações serão finalizadas", enfatizou.
Clair também lembrou investimentos em programas de pontes, drenagens, máquinas agrícolas, apoio aos municípios e fortalecimento da infraestrutura regional. Para ele, a presença de representantes do Alto Jacuí em cargos estratégicos permitiu acelerar demandas que aguardavam encaminhamento há décadas.
Outro ponto defendido pelo ex-secretário foi a importância da representatividade regional. Na avaliação dele, municípios que contam com deputados estaduais ou federais conseguem maior capacidade de articulação junto ao Governo do Estado.
"Quando a região tem voz nos espaços de decisão, as demandas deixam de ser apenas pedidos e passam a ser prioridades. Foi esse trabalho que procurei desenvolver durante esse período", concluiu.





















