09 de Junho, 2025 09h06mBáu do Esporte por REDAÇÃO INTEGRADA

Valter Hagemann, o Negão do Bar, relembra trajetória entre defesas memoráveis do futebol raiz

Ex-goleiro compartilha lembranças do futsal, da vida no comércio e da trajetória inspiradora.

Natural de Santa Clara do Ingaí, interior de Quinze de Novembro, Valter fez história no futsal da região, tornando-se referência de dedicação, humildade e paixão pelo esporte. Seu legado vai além das quadras: é também uma trajetória de trabalho, superação e amor pela comunidade.

Com 70 anos e uma trajetória marcada pela dedicação ao esporte, Valter Orlando Basílio Hagemann relembra momentos vividos na ASIF, Ascoprel e Sapataria OK. Natural de Quinze de Novembro, também ficou conhecido em Ibirubá pelo tradicional bar que comandou e pelo espírito comunitário.
Valter começou a trabalhar cedo no frigorífico e, aos 13 anos, já chamava atenção pela agilidade. Foi lá que seus reflexos o levaram ao gol, iniciando uma carreira amadora no futsal que marcaria seu nome na história local.
“Desde menino eu só queria jogar no gol. Nunca pensei em outra posição”, conta. Na quadra da antiga Praça, onde hoje está a Casa de Cultura, jogou seus primeiros campeonatos. Foi na ASIF que viveu os grandes momentos, como uma final contra  uma das maiores rivalidades da época. “O ginásio estava lotado. Peguei pênalti, bati o último e fiz o gol do título. Foi inesquecível.”
Além da ASIF, Valter jogou pela Ascoprel, Banco do Brasil, time dos médicos e Sapataria OK. Também foi coordenador de oficina na Coprel, onde treinava colegas e ajudava a montar os elencos. Era comum disputar campeonatos interfirmas com grandes equipes, todas montadas com talento e muito amor pelo esporte. “A gente jogava por amizade, por prazer. Era tudo na raça.”
Por muitos anos, também foi proprietário de um bar na rua General Osório, em Ibirubá, que virou ponto de encontro do futebol local. “Ali era o coração do esporte. Servia café às 5 da manhã, fazia churrasco nas quartas e via sair ônibus lotado para as partidas. Fiz amigos para a vida toda.”
Mais tarde, comprou uma área rural em Canarana, no Mato Grosso, onde viveu por um tempo. Atualmente, mora novamente em Ibirubá, mantém o hábito da corrida e cultiva uma pequena horta. “Nunca parei. A saúde e a disciplina vêm do esporte e do trabalho. O futebol me deu amigos, respeito e uma vida cheia de histórias.”finalizou.

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