12 de Junho, 2026 09h06mAgricultura por JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Entidades unem forças para debater o futuro dos solos

Seminário Regional de Solos busca mobilizar produtores e instituições diante dos desafios

Diagnósticos apontam degradação física, química e biológica dos solos e reforçam a necessidade de mudanças no manejo para garantir produtividade e sustentabilidade no campo

A degradação gradual dos solos, somada aos impactos cada vez mais frequentes de estiagens prolongadas e chuvas intensas, tem colocado em alerta produtores, técnicos e entidades ligadas ao agronegócio. Diante desse cenário, Ibirubá sediará, no próximo dia 16 de junho, o Seminário Regional de Solos, promovido pela Coopeagri, Emater, Prefeitura de Ibirubá, IFRS e Embrapa Trigo.
O encontro busca ampliar a discussão sobre práticas conservacionistas e apresentar alternativas capazes de melhorar a qualidade dos solos, aumentar a infiltração de água e garantir maior estabilidade produtiva às propriedades rurais.
Durante apresentação à imprensa regional, o presidente da Coopeagri, Lecian Gilberto Conrad, destacou que o tema não é novo, mas voltou a ganhar protagonismo diante dos resultados observados nas últimas safras. Segundo ele, estudos e levantamentos realizados por instituições de pesquisa indicam que muitos solos apresentam limitações que comprometem o potencial produtivo das lavouras.
“Precisamos voltar a discutir esse tema de forma permanente. Os diagnósticos mostram que existem problemas que precisam ser enfrentados e que a adoção de práticas adequadas pode contribuir para reverter esse cenário”, afirmou.
O extensionista rural da Emater, Oneide Kumm, explicou que os desafios atuais são resultado de um processo construído ao longo de anos e que não serão resolvidos por uma única ação. Conforme ele, a compactação do solo, a redução da matéria orgânica, a erosão e a baixa capacidade de infiltração da água estão entre os principais entraves identificados pelos levantamentos técnicos.
“Os efeitos climáticos estão cada vez mais intensos e evidenciam problemas que já existiam. Precisamos buscar novas práticas agronômicas para superar esses obstáculos e tornar os sistemas produtivos mais resilientes”, destacou.
Além de apresentar diagnósticos realizados pela Embrapa e pela Operação Terra Forte, o seminário também pretende estimular a construção de ações permanentes entre entidades, técnicos e agricultores. A proposta é que o evento funcione como ponto de partida para um trabalho contínuo de conscientização e recuperação da saúde dos solos.

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