
Muito além da missão de completar um álbum da Copa do Mundo, os encontros de troca de figurinhas têm reunido crianças, pais e colecionadores em momentos de convivência, aprendizado e interação. O que começou como uma iniciativa para facilitar a busca pelas figurinhas faltantes acabou se transformando em um ponto de encontro para famílias e apaixonados pelo futebol.
A movimentação cresceu ao longo das semanas e passou a atrair participantes de diferentes idades. Em torno das mesas organizadas para as trocas, surgem conversas, negociações e novas amizades, enquanto os colecionadores procuram avançar na missão de completar seus álbuns.
Para o proprietário da Livraria FAE, Luciano de Quadros, o aspecto mais importante da iniciativa é justamente a aproximação entre as pessoas.
“Essa é a parte mais legal disso aí. Às vezes chega criança aqui que nem se conhece e começa a interação. Os pais também conversam, acompanham os filhos. Esse é o legado da Copa”, destacou.
Além da diversão, a atividade também acaba proporcionando aprendizado para os mais jovens. Entre uma troca e outra, as crianças desenvolvem habilidades de negociação, convivência e valorização do que possuem.
O vereador Diogo Nogueira, que participava do encontro, destacou o caráter educativo da experiência.
“É um evento de família. A criançada aprende a negociar, a se relacionar e também a valorizar aquilo que tem”, afirmou.
Entre os participantes estava Josimar Santos, o Barretinho, que levou o filho Lucas para buscar as figurinhas que ainda faltam na coleção. Segundo ele, os encontros ajudam a reduzir o número de repetidas e tornam mais fácil completar o álbum.
“Agora, no final, fica mais difícil. Muitas vezes não vale a pena só comprar pacotinhos porque vêm muitas repetidas. A gente vem trocar com o pessoal e consegue avançar mais rápido”, relatou.





















