
Ventos de até 100 km/h provocaram destelhamentos, queda de árvores, danos na rede elétrica e comprometeram grande parte da malha viária rural. Coordenador da Defesa Civil destaca atuação integrada das equipes e afirma que município avalia decreto de emergência.
A força do temporal que atingiu Ibirubá na noite de terça-feira (28) mobilizou toda a estrutura de resposta do município. Enquanto as equipes da Defesa Civil, Secretaria de Obras, Bombeiros, Brigada Militar e Assistência Social atuavam durante toda a madrugada no atendimento às ocorrências, o cenário que começou a ser dimensionado ao amanhecer quarta-feira (29) que revelou estradas severamente danificadas, dezenas de atendimentos relacionados a destelhamentos e árvores caídas, além de prejuízos que ainda estão sendo contabilizados.
Segundo Oneide Neuland, embora o grande volume de chuva tenha elevado o nível do Rio Pulador a poucos centímetros do transbordamento, o principal agente dos danos foi o vento, com rajadas estimadas entre 90 e 100 quilômetros por hora. Conforme o coordenador, os alertas meteorológicos emitidos pela Defesa Civil Estadual permitiram que o Plano Municipal de Contingência fosse colocado em prática. O documento reúne responsabilidades previamente definidas entre secretarias municipais, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Hospital Annes Dias e Assistência Social para garantir rapidez nas respostas em situações de desastre.
"Todo mundo já sabe exatamente qual é a sua função. O hospital fica preparado para atender possíveis vítimas, a Assistência Social organiza o acolhimento caso famílias precisem deixar suas casas e a Secretaria de Obras concentra boa parte das equipes operacionais. Isso faz toda a diferença quando cada minuto conta", explicou.
Durante a noite de terça-feira, quatro equipes percorreram simultaneamente diferentes bairros para atender as ocorrências prioritárias. A primeira medida adotada foi a distribuição de lonas para proteger residências destelhadas e evitar que a chuva agravasse ainda mais os prejuízos das famílias.
Entre as regiões mais afetadas na área urbana estiveram os bairros Floresta, Progresso, Hermany, Chácara e Unida. No interior, Santo Antônio do Triunfo concentrou alguns dos maiores transtornos, com árvores de grande porte bloqueando estradas e atingindo a rede elétrica.
"O pessoal trabalhou até depois da meia-noite. Quando achávamos que o temporal tinha passado, veio uma segunda rajada muito forte. As equipes precisaram até interromper momentaneamente o serviço por questão de segurança", recordou.
Apesar da intensidade do evento, Neuland destaca que a limpeza preventiva realizada recentemente no Rio Pulador evitou um cenário ainda mais grave.
"Mesmo assim, já estamos organizando uma nova etapa de limpeza para retirar árvores e galhos acumulados abaixo da ponte da ERS-223."
A maior preocupação agora está nas estradas do interior. Segundo o coordenador, praticamente toda a malha rural sofreu algum tipo de dano em razão da combinação entre chuva intensa e enxurradas.
"Posso dizer, sem exagero, que cerca de 90% das estradas do interior tiveram algum tipo de prejuízo. Agora começa o levantamento técnico para dimensionar os danos e avaliar a necessidade de decretar situação de emergência."
O decreto ainda depende da conclusão dos laudos elaborados pelas equipes técnicas da Secretaria de Obras e da Defesa Civil, que irão apontar os custos necessários para recuperação das vias.
Neuland também esclareceu como funciona o auxílio às famílias atingidas. Segundo ele, a prioridade inicial é proteger os imóveis com lonas. Já a substituição de telhas depende da avaliação socioeconômica realizada pela Assistência Social.
"O município presta o atendimento emergencial para todos. Depois, as famílias cadastradas nos programas sociais passam pela avaliação para verificar se têm direito ao auxílio com materiais de construção. Tudo segue critérios legais."
Ao final da entrevista, o coordenador fez um agradecimento às equipes envolvidas.






















