
A preservação da cultura alemã ganhou novo impulso em Quinze de Novembro com a retomada das atividades do Kiefer’s Volkstanzgruppe, grupo de danças folclóricas que reúne jovens, adultos e crianças em torno da valorização das tradições deixadas pelos imigrantes. Mais do que apresentações artísticas, o trabalho desenvolvido pela entidade busca manter viva uma herança cultural da comunidade.
Décio Rauch Júnior explicou que a história das danças folclóricas no município começou ainda na década de 1990 com o antigo Grupo Folclórico 25 de Julho. Após anos de interrupção, a iniciativa voltou a ganhar força no fim de 2024, quando um grupo de voluntários decidiu criar uma associação independente.
Segundo ele, desde a retomada os ensaios acontecem semanalmente e o grupo já participa de eventos em diversas cidades gaúchas. O repertório é constantemente renovado para que cada apresentação ofereça uma experiência diferente ao público. "Existem centenas de danças disponíveis e queremos mostrar essa riqueza cultural em cada evento", afirmou Décio.
Raquel Meinen ressaltou que um dos diferenciais do grupo está na forte participação da juventude. A maior parte dos integrantes tem entre 20 e 35 anos, além da presença crescente de crianças e adolescentes. "Muitos jovens se identificaram com a proposta e hoje também trazem seus filhos para participar. ", comentou.
A preservação cultural também passa pelos trajes típicos. O grupo ainda utiliza roupas confeccionadas há mais de três décadas pelo antigo Grupo 25 de Julho, mas trabalha na produção de um novo conjunto inspirado na região da Alemanha de onde vieram os antepassados dos colonizadores locais. Como o custo ultrapassa R$ 130 mil, a diretoria promove eventos e busca patrocínios para que nenhum integrante precise arcar com as despesas. "Queremos que ninguém deixe de participar por causa do valor", explicou Décio.
Além das apresentações, o Kiefer’s Volkstanzgruppe pretende ampliar sua atuação como agente cultural, buscando recursos públicos, fortalecendo projetos voltados à educação e aproximando crianças e jovens da história da imigração alemã. Para Raquel, a união construída entre os integrantes é um dos maiores patrimônios da entidade. "Formamos uma grande família unida pela amizade, pela cultura e pelo desejo de preservar aquilo que recebemos das gerações anteriores", concluiu.





















