
O ano de 2025 representou um período de reorganização profunda da estrutura administrativa da Prefeitura de Ibirubá.
Ao assumir a pasta, a equipe encontrou uma realidade mais complexa do que a identificada durante a transição. Problemas operacionais em setores essenciais, dificuldades financeiras, contratos próximos do vencimento, falta de estrutura em secretarias estratégicas e ausência de planejamento integrado exigiram respostas imediatas. “Quando entramos efetivamente na Prefeitura, percebemos situações que não haviam sido visíveis na transição. Era preciso agir rápido para evitar colapsos em áreas sensíveis”, destacou Everton Lagemann, titular da secretaria.
Entre as medidas esteve a reorganização do funcionamento interno da Prefeitura, com ajustes no quadro de servidores, realocação de funções e revisão de processos. O objetivo, segundo Lagemann, foi identificar onde cada servidor poderia entregar melhor desempenho, fortalecendo equipes e corrigindo gargalos. A reorganização envolveu setores como Educação, Obras, Saúde e Administração, além do jurídico e do setor de projetos.
Outro ponto foi a modernização administrativa. A Secretaria implantou um novo sistema contábil totalmente digital, eliminando o uso de papel e exigindo adaptação de servidores a novos fluxos de trabalho. O processo envolveu capacitação das equipes, revisão de rotinas e integração entre secretarias.
O setor de compras passou por reestruturação, com definição de responsabilidades, padronização de procedimentos e fortalecimento da transparência. A Secretaria adotou a diretriz de que nenhum fornecedor fosse atendido individualmente, concentrando todo o processo no setor competente. A medida buscou dar segurança jurídica, evitar questionamentos e qualificar os processos licitatórios, especialmente após episódios que geraram desgaste político e exigiram respostas aos órgãos de controle.
No campo financeiro, 2025 foi marcado por ajustes rigorosos. Contratos foram revisados, despesas reavaliadas e prioridades redefinidas. O trabalho conjunto entre Administração e Fazenda permitiu reorganizar o orçamento e recuperar a capacidade de investimento do Município. Segundo o secretário, esse processo foi fundamental para garantir sustentabilidade financeira e evitar riscos. A Secretaria também teve papel central na coordenação entre pastas. Como responsável por responder administrativamente quando titulares se afastam, a Administração atuou como elo entre secretarias, orientando processos e garantindo que o planejamento político estivesse alinhado à execução técnica. Reuniões, análise simultânea de diferentes temas e tomada de decisões rápidas passaram a fazer parte da rotina.
Lagemann ressaltou que o impacto do trabalho nem sempre é visível à comunidade, mas foi determinante para que o Município retomasse a capacidade de planejar e executar ações. “Muitas mudanças acontecem internamente. São ajustes que não aparecem, mas que garantem que as políticas públicas cheguem à população”, pontuou.





















