28 de Agosto, 2026 08h08mHabitação por JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Ibirubá avança na definição das famílias para 60 novas moradias

Acompanhamento não terminará com a entrega das chaves, destacou secretária

Projeto habitacional reúne 40 casas destinadas a famílias que vivem em áreas de risco e outras 20 unidades do Minha Casa, Minha Vida.

A secretária municipal do Trabalho, Assistência Social e Habitação (STASH), Nair Sibila Hentges Marangon, detalhou como ocorre a escolha dos beneficiários e destacou que os processos seguem critérios diferentes.
Do total, 40 residências integram o programa relacionado à calamidade. Nesse caso, a seleção ainda está em andamento e envolve visitas realizadas pela equipe da Assistência Social em conjunto com a Defesa Civil. O trabalho prioriza famílias que vivem em locais atingidos por alagamentos ou considerados de extremo risco.
Segundo Nair, além da avaliação das condições da moradia, as equipes conversam diretamente com os moradores. “Nós estamos visitando essas casas e levando um primeiro questionário, uma primeira entrevista com essas famílias”, explicou. Entre as informações levantadas estão a composição familiar e o histórico de ocorrências no imóvel. A secretária ressaltou que a mudança somente acontecerá quando a nova residência estiver pronta. O sistema será de “chave por chave”: ao receber o novo imóvel no Loteamento Renascer, a família entregará a antiga propriedade ao Município. O espaço desocupado será isolado para impedir novas ocupações em áreas consideradas de risco.
Até o momento, as 40 famílias ainda não foram totalmente definidas. Quem aceitar participar deverá apresentar a documentação exigida e formalizar a decisão. Da mesma forma, moradores que optarem por permanecer na atual residência deverão registrar a desistência.
Já para as 20 moradias do Minha Casa, Minha Vida, a seleção municipal está em estágio mais avançado. Conforme Nair, foram indicadas 20 famílias titulares e outras 20 ficaram na condição de reserva. Entretanto, a relação ainda passará pela análise da Caixa Econômica Federal, que verificará documentos e informações cadastrais. 
Entre os beneficiários estão famílias em situação de extrema vulnerabilidade, incluindo lares chefiados por mulheres, pessoas idosas e pessoas com deficiência. Muitas já são acompanhadas pela rede municipal de assistência social.
Nair também reforçou a importância de manter o Cadastro Único atualizado, especialmente sempre que houver alteração na composição ou na renda familiar. A secretária destacou ainda que o acompanhamento não terminará com a entrega das chaves: as famílias continuarão recebendo suporte da rede socioassistencial, inclusive em ações voltadas à autonomia e à inserção no mercado de trabalho.

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