Ibirubá, 31 de Agosto de 2026

Uma jornada de superação e vigilância mensal contra a leucemia

Jacson da Rosa é um nome que ecoa na memória de muitos em Ibirubá. Um cidadão conhecido e querido, que enfrentou uma batalha épica contra a leucemia, luta que se tornou exemplo de superação.

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Redação Integrada Rádio Cidade de Ibirubá e Jornal O Alto Jacuí

Uma jornada de superação e vigilância mensal contra a leucemia
A inspiradora história de Jacson da Rosa, que venceu a leucemia através de determinação, apoio da família e tratamentos intensivos.|Créditos: Andrei Grave

Jacson da Rosa é um nome que ecoa na memória de muitos em Ibirubá. Um cidadão conhecido e querido, que enfrentou uma batalha épica contra a leucemia, luta que se tornou exemplo de superação. Pela primeira vez em 17 anos  ele compartilha  publicamente sua história de coragem e esperança. A  jornada de Jacson começou em uma noite comum, quando ele saiu com amigos para se divertir. No entanto, o que parecia ser uma noite de lazer se transformou em uma luta pela vida. “Em uma quinta-feira de 2006 saí de casa para uma balada na Capital 922 com um primo. Na boate, comecei a me sentir mal e, na manhã seguinte, estava piorando rapidamente”, relembra Jacson.
O que se seguiu foi uma série de sintomas alarmantes, incluindo vômitos de sangue. Jacson foi levado às pressas para o hospital em Passo Fundo, onde o diagnóstico caiu como uma bomba: leucemia mieloide crônica (LMC), uma forma agressiva de câncer no sangue. A leucemia LMC é uma condição rara, que afeta a produção de células sanguíneas saudáveis na medula óssea.


O tratamento árduo
A luta contra a leucemia estava apenas começando. Jacson passou quase 40 dias em tratamento intensivo em Passo Fundo, enfrentando uma doença que já estava avançada. “Minha leucemia poderia ter sido diagnosticada mais cedo, mas eu não percebi os sinais. Eu me sentia inchado e cansado, mas não dei importância”, diz Jacson.
O tratamento foi uma verdadeira maratona. Jacson passou por quimioterapia e interferon, enfrentando uma batalha árdua pela recuperação. Ele se lembra com gratidão do apoio incondicional da mãe Nelci, dos familiares e amigos que estiveram ao seu lado durante todo o processo. A cada seis meses, Jacson tem consultas e exames no Hospital de Ijuí, onde recebe acompanhamento médico para garantir que a leucemia permaneça sob controle.


A busca por um doador de Medula Óssea
A situação chegou a um ponto crítico em que Jacson foi considerado para um transplante de medula óssea em Santa Maria. No entanto, a busca por um doador compatível não teve sucesso entre seus familiares. “Foi um momento difícil, mas a genética nem sempre determina a compatibilidade”, compartilha Jacson, lembrando dos irmãos André e Cristiano. Ele manteve a fé inabalável, acreditando que um dia tudo mudaria. Sua determinação o levou a buscar ajuda psicológica para enfrentar a depressão que se instalou durante a luta contra o câncer. “O diagnóstico de câncer e o tratamento são desafiadores, mas é preciso ter uma mente forte para lidar com tudo”, afirma.
 

A recuperação e a importância da família
Após um longo período de tratamento em diferentes hospitais, Jacson finalmente voltou para casa, mas não como ele era antes. Ele precisou se adaptar a uma nova realidade, com uma fisionomia alterada e um corpo debilitado. O apoio contínuo de sua família e amigos foi essencial nessa fase de recuperação. Hoje, ele leva uma vida normal, trabalhando na Prefeitura Municipal de Ibiruibá e cuidando de sua saúde. Amante do futebol de campo, voltou a jogar campeonatos e quebrou uma escrita do passado, que dizia que jogadores do São José e do Florestal não poderiam trocar um clube pelo outro. Isso o fez lembrar do pai Evaldo da Rosa, o Pernambuco, torcedor apaixonado do zéquinha do bairro Progresso. Jacson atuou como zagueiro pelo Florestal, e lamenta não ter alcançado um título. ‘‘O que fica são as amizades e boas lembranças. O Florestal é uma família, foi ótimo vestir essa camisa e conviver com todos os torcedores’’, finaliza.
 

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