Quinze prepara medidas para garantir retorno do futsal
Violência paralisa Municipal de Futsal de Quinze de Novembro

O Campeonato Municipal de Futsal de Quinze de Novembro foi suspenso após uma briga registrada do lado de fora do ginásio. A paralisação ocorreu justamente na reta final da competição, que reúne 43 equipes, mais de 600 atletas e sete categorias. Segundo o coordenador do Departamento Municipal de Desporto (DMD), Evaldir Klein, o “Alemão”, a intenção era retomar as partidas somente depois da criação de mecanismos mais rigorosos para punir os responsáveis por atos de violência.
O episódio não teria começado dentro da quadra, mas envolveu pessoas ligadas às equipes. Entre os participantes da confusão estaria um atleta inscrito na Segunda Divisão, que deverá responder também na esfera esportiva.
“Teve problema e a Justiça comum está resolvendo. A gente não gostou do que viu. As pessoas de bem não gostam disso, mas ainda tem gente que acha que pode dar razão para esse tipo de atitude”, afirmou Klein.
Durante a confusão, o coordenador fechou a porta do ginásio para proteger as crianças e impedir que o público se aproximasse. A equipe de segurança, que estava no interior do local, saiu para auxiliar no atendimento da ocorrência. Klein também comentou as alegações de que uma pessoa teria sido agredida por um segurança.
“Eu não sei dizer por que o segurança agrediu o rapaz. Não concordo com isso. Depois fui intervir no meio e a gente também acaba se arriscando. A Brigada Militar estava lá e existe uma investigação. Agora é preciso deixar a Justiça fazer seu papel”, declarou.
A suspensão havia sido anunciada pelo prefeito ainda na abertura do campeonato como uma medida que seria adotada em caso de brigas. Conforme Klein, equipes e dirigentes pediram que a competição não fosse encerrada definitivamente, mas que houvesse um período para a construção de uma alternativa.
A proposta apresentada pelo DMD previa o encaminhamento de uma lei municipal à Câmara de Vereadores. O texto deveria permitir a criação de uma comissão para analisar ocorrências em eventos esportivos. Os envolvidos poderiam receber multas e ser impedidos de participar ou acompanhar competições promovidas pelo município. Equipes às quais os responsáveis estivessem vinculados também poderiam ser penalizadas.
“Se o pessoal tem o intuito de brigar, nós precisamos ser contra e excluir essas pessoas. O mal não pode vencer o bem. Temos crianças no ginásio. Se elas veem brigas e escutam palavras ofensivas, acabam levando esse exemplo e achando que está certo”, ressaltou.
O campeonato encontrava-se nas quartas de final da Segunda Divisão e nas semifinais da Primeira Divisão. As categorias de base, feminina e veterana já estavam nas decisões. Segundo Klein, seriam necessários cerca de três finais de semana para concluir a competição. Uma das possibilidades avaliadas para a retomada imediata seria realizar os jogos com os portões fechados e sem a venda de bebidas alcoólicas, mas a alternativa reduziria a renda das equipes.
“Não quero chegar a uma final de campeonato e precisar de 30 seguranças. É um campeonato da cidade. Se é necessário tudo isso, então algumas pessoas não estão querendo assistir ou jogar bola, estão querendo brigar”, concluiu.
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