
O período de chuvas registrado nas últimas semanas voltou a acender o alerta da Vigilância em Endemias de Selbach para o descarte irregular de lixo em terrenos baldios e áreas verdes. Em entrevista à Rádio Princesa 104,9 FM, as agentes Gabriele, Michele e Aline destacaram que recipientes abandonados acumulam água e se tornam criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Segundo Gabriele, a situação preocupa porque os ovos do mosquito permanecem viáveis por longos períodos. "Nós estamos com um problema bem sério agora com essa temporada de bastante chuva. O lixo jogado nos terrenos baldios acumula água e, quando o tempo esquentar, vai servir de criadouro para o Aedes. Além disso, o lixo também atrai roedores e outros problemas de saúde pública."
Durante o monitoramento realizado pelas equipes, cerca de 80% dos criadouros identificados estão em terrenos baldios e áreas verdes. Michele explica que as mudanças climáticas aceleraram o ciclo do mosquito. "Antes, no inverno, ele levava de sete a quatorze dias para completar o ciclo. Hoje, com o calor e as chuvas, isso acontece em cinco ou seis dias. A fêmea passa a picar mais pessoas para amadurecer os ovos."
Ela reforça que a prevenção depende da colaboração da comunidade. "A nossa parte a gente faz todos os dias, mas precisamos que os moradores descartem corretamente os resíduos. O município possui coleta de lixo e recolhimento de outros materiais."
Como forma de conscientização e fiscalização, a Prefeitura iniciou a instalação de placas em áreas verdes e locais onde há recorrência de descarte irregular. Conforme Aline, uma dessas áreas já registrou um caso de dengue nas proximidades. "Quase todas as áreas verdes já receberam placas. Também existe previsão legal para multa, pois o descarte irregular pode configurar crime ambiental. Não estamos criando regras, estamos cumprindo a legislação."
As agentes lembram que Selbach não registrou casos de dengue no último ano e defendem que o resultado seja mantido. "Nosso objetivo é continuar sem casos. Quando a dengue chega, as pessoas adoecem, o sistema de saúde é sobrecarregado e a doença se espalha rapidamente. A prevenção continua sendo a melhor forma de proteger toda a comunidade."





















