Ritmo de vida normal na Austrália

Etson Oliveira  conta como está a rotina no país que vive rotina normal sem pandemia 

Imaginar um país sem registro de casos de Covid-19, sem uso de máscara, com shows, praias lotadas parece impossível nos dias atuais, não é mesmo? Mas essa realidade já é vivida na Austrália e o selbachense Etson Oliveira, contou em entrevista a Rádio Cidade e ao Jornal O Alto Jacuí como está a rotina atualmente.

Aos 30 anos, Etson que é formado em jornalismo, escolheu mudar de vida e encontrou no intercâmbio uma oportunidade de mudança, morando há 1 ano e dois meses em Melbourne, ele chegou no país no dia 18 de fevereiro de 2020, um mês antes do lockdown ser decretado. Reconhecido pelas medidas rígidas e leis bem estabelecidas, a Austrália registrou pouco mais de mil mortes em decorrência da covid-19. Conforme destaca Etson, foram meses de restrições, fronteiras fechadas e leis rigorosas. A diferença para o Brasil, foi o cumprimento das medidas e o apoio do governo a quem precisou encerrar as atividades. 

Durante a Pandemia, o jornalista, que trabalha na área do audiovisual, da produção de vídeos, precisou se reinventar, trabalhando como entregador de comidas de bicicleta “Estou vivendo cada dia intensamente. Fazer um intercâmbio é uma experiência nova, você aprende a se comunicar. O maior aprendizado é conviver com diferentes culturas, falar outra língua, precisar fazer coisas que quem sabe nunca faria se tivesse continuado onde estava”, contou. Etson trabalhou como assessor de comunicação na Cotrisoja em Tapera, antes de viajar e também trabalhou como assessor na Prefeitura de Selbach, em rádios e na RBS. Conhecido pelos amigos pela simpatia, espontaneidade, entre as principais saudades está a família e os shows de pagode que eram realizados com os amigos. A oportunidade para realizar um intercâmbio surgiu através de uma agência, que analisou as características de Etson e concluiu que o melhor lugar seria a Austrália. Atualmente o selbachense estuda inglês e possui visto de estudante durante três anos, entre os objetivos está estudar para ser chefe de cozinha “Idealizamos muita coisa quando o assunto é morar fora do país, tinha muitos planos em mente, mas precisei fazer muitas coisas que também não estavam no meu planejamento para conseguir me sustentar. Não encontrei ainda uma grande vivência, uma grande realização. Mas consigo perceber que o mundo é gigante e que somos pequenos perto de tudo”, explicou. 

Com a volta dos shows e atividades noturnas, Etson trabalha com a produção de materiais gráficos para divulgação e também está em uma banda tocando pandeiro. A comunidade brasileira, segundo ele, é muito forte no país, no entanto, pessoas de outros países como Japão, China, Rússia, já fazem parte do cotidiano, proporcionando uma diversidade cultural “A principal vantagem é essa troca de cultura, absorver novas culturas, conhecimento. Quando você vem você está aberto a receber muitas coisas, esse aprendizado não tem preço”, evidenciou. 

Nas últimas semanas as fronteiras entre estados e cidades foram abertas na Austrália, mas com a fiscalização de quem entra e quem sai ainda é rigorosa. Etson conta que nas festas, quando uma pessoa entra deve deixar o nome, endereço e telefone, pois caso algum integrante vier a testar positivo, todos que estiverem no local são avisados e devem realizar o teste de Covid-19, “As fronteiras internacionais estão fechadas, no estado que moro são seis mortes registradas e o país em um todo não passou de mil mortes. O ritmo de vida é normal por aqui. Não passamos pelo que o Brasil está passando”, contou. A Austrália foi um dos últimos países a iniciar a vacinação em todo o mundo. Há mais de 28h de voo distante do Rio Grande do Sul, Etson mata a saudade da família e dos amigos através da internet e por mensagem, tendo em vista o fuso horário que é de 12h de diferença. Para o futuro, o jovem natural de Selbach, deseja continuar estudando inglês e pretende voltar ao país quando for possível. 

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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