Obras regularizadas e fiscalizadas predominam em Ibirubá

Fiscal do CREA visitou construções 

O acelerado ritmo de obras em Ibirubá impressiona quem chega no município e quem também trabalha na área e acompanha esses números. Como disse um dos proprietários da Iser e Falcão, Alfredo Iser, Arquiteto e Urbanista, Ibirubá pode ser considerada um canteiro de obras a céu aberto, com construções de casas, prédios e ampliações. No entanto, para que haja segurança e resultados adequados, é necessário fiscalização e acompanhamento de profissionais qualificados. Nesta semana, os fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), realizaram visitas nas obras que estão acontecendo no município, e dentre as mais de cem, somente duas foram identificadas sem o papel de comprovação técnica, “Podemos afirmar que tivemos uma fiscalização intensiva das obras, que está em dia com o que está sendo solicitado. É algo que precisamos manter, é resultado de uma soma de administrações, pois ninguém quer ficar com obras paradas. Estamos colhendo frutos de um bom trabalho, temos muito o que desenvolver, mas exige planejamento”, afirmou. 

As etapas que envolvem uma construção 

Para tirar uma obra do papel é necessário diversos trâmites burocráticos. Alfredo explicou que o primeiro passo antes de iniciar uma obra, é contratar um responsável técnico, como Engenheiro Civil ou Arquiteto,aptos pelos conselhos de cada profissão, que trabalha com a distribuição de lotes, alvarás e documentos, “Em um primeiro momento tratamos de um programa de necessidades do proprietário, que deve apresentar uma matrícula do imóvel regularizada, para saber se o programa de necessidades é pode ser legalmente alcançado”, explicou Alfredo. Após esses primeiros momentos, são desenvolvidos projetos de visualização, para aprovação dos proprietários, e apresentação ao Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura, que vistoria o terreno e observa se não há vegetações que precisam ser compensadas, “Para o projeto ser aprovado não deve ser infringida nenhuma questão ambiental. Assim também ocorre com ampliações, que toda e qualquer alteração deve levar em conta fossa, filtro e sumidor”, explicou. Hoje em dia há três possibilidades para a fossa, como a fabricada em plástico, que permite mais mobilidade, a fossa de concreto, que possui um espaço delimitado, e a colocação em alvenaria. 

Em um segundo momento, o projeto legal é encaminhado à prefeitura, onde há uma matrícula atualizada, e uma RRT ou RT, com o responsável técnico do setor de projetos e três vias são emitidas. Atualmente o tempo de aprovação e impressão das três vias, leva de 20 a 30 dias. Um dos últimos processos, literalmente a ‘mão na massa’, de uma construção, envolve a mão de obra, serventes, materiais, que devido a pandemia teve um crescimento nos preços e demora de entrega. 

Iser também acompanha as obras públicas que estão acontecendo ao longo da cidade. A urbanização, arruamento, prolongamento de ruas, são definidos pela prefeitura, ou seja, quem deseja construir precisa seguir essas especificações, “Uma obra precisa seguir um planejamento, para não criar uma rua sem saída por exemplo. Estamos com uma legislação bem alinhada para evitar esses problemas”, apontou. 

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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