Meu filho está com atrasos no desenvolvimento e agora?

Uma avaliação completa deve ser feita por uma equipe multidisciplinar, o pediatra deve encaminhar a família para que a criança seja avaliada pelo neuropediatra e também por profissionais como psicólogos, psiquiatras infantis quando possível, fonoaudiólogas, fisioterapeutas, entre outros.

 O levantamento das informações sobre a criança acontece a partir da observação do comportamento dela em diferentes ambientes, ou seja, a entrevista para a coleta de dados deve ser feita com os pais, professores e cuidadores para posteriormente ser analisado e avaliado pelo neuropediatra ou psiquiatra infantil a existência de atrasos no desenvolvimento e se estão associados a alguma Perturbação do Neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro do Autismo-TEA.

O diagnóstico precoce para o TEA ainda não é uma realidade no Brasil, alguns sinais podem aparecer muito cedo ou ainda podem ser sutis e passarem despercebidos. Geralmente é quando a criança chega na escola, a partir do ensino obrigatório, então com quatro anos, que as dificuldades ficam mais evidentes.

O parecer da professora e da auxiliar de ensino da Educação Infantil é imprescindível, pois muitas vezes são essas pessoas que passam mais horas do dia convivendo diretamente com a criança. Por isso a importância de se ter uma ferramenta de rastreio acessível também no meio educacional, como a escala M-CHAT.

O fechamento de qualquer diagnóstico só é dado após análise extensa do comportamento infantil em diversos ambientes e com diferentes pessoas, observando-se a faixa etária em que se encontra, tendo como parâmetro os Marcos de Desenvolvimento Infantil das crianças típicas. E só pode ser dado por um especialista da área médica.

Se uma criança típica precisa de estímulos diariamente e geralmente isso acontece de forma natural na interação com outras crianças e familiares, por exemplo, em uma criança com TEA isso não vai acontecer espontaneamente dada a sua limitação em interagir com o outro, dificultando o seu desenvolvimento global. Para isso acontecer vai precisar de terapias que a ajudem a desenvolver tais habilidades, como os modelos baseadas na ciência ABA, além de muita estimulação extra nas atividades com a família e na escola.

As Intervenções Precoces assim como as terapias baseadas em ABA necessitam de consistência e frequência, para isso as horas de estimulação devem ser complementadas pela família e pela escola com a certeza de que todos os sujeitos envolvidos na vida da criança possuem os mesmos objetivos. Assim contemplar o ideal de no mínimo quinze horas semanais de intervenção fica mais fácil se cada um fizer um pouquinho, aproveitando inclusive todas as oportunidades rotineiras.

Procure uma clínica especializada em estimulação precoce e invista em seu filho! Meia hora por semana com vários profissionais não vai surtir efeito para recuperar os atrasos do desenvolvimento! É preciso intensidade e frequência nas terapias para se alcançar resultados!

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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