Luta em defesa dos animais

Grupo de protetores de animais do Alto Jacuí está sendo articulado

Animais em ruas ainda é uma realidade vivenciada por diversas cidades, em Ibirubá e região o problema preocupa defensores da proteção animal, como a responsável pela Ong Mi Au Juda, Joseane Kronhardt. Com o objetivo de melhorar a relação entre os municípios, para que juntos aumentem os índices de castração e reduzam os animais soltos em ruas, está sendo criado um grupo de protetores de animais do Alto Jacuí, que envolve todas as cidades da região, cada um com o seu representante. “Há 12 anos trabalho como voluntária. Lembro que a ideia da ONG iniciou com 12 pessoas envolvidas, realizamos todos os trâmites burocráticos para conseguir ganhar legitimidade. Hoje estamos formando esse grupo do Alto Jacuí, com representantes, para fortalecer a causa em defesa dos animais”, destacou Joseane.  

A frente do trabalho diariamente, buscando por melhorias e atendendo aos pedidos da comunidade, ela explica que não existem animais de rua, existem animais abandonados. Esses animais de rua  são de responsabilidade do Ministério Público e das prefeituras. Através da Lei Federal, os municípios possuem a obrigação de destinar recurso a fim de amparar os animais, por isso muitos recursos são destinados às Ongs. “Esse recurso precisa ser disponibilizado, às pessoas muitas vezes não entendem a responsabilidade que poder público possui sobre os animais”, destacou. 

Entre as lutas da Ong Mi Au Juda, está combater os maus tratos aos animais. É crime maltratar, abandonar ou deixar animais em situações precárias, presos em correntes, sem higiene, alimentação ou acesso a um veterinário. Segundo Joseane, se a Ong fosse realizar todas as denúncias dos casos que são atendidos pelas voluntárias, já teria mais de dez casos de crime e prisão por maus tratos “Somos muito boas perante a situação, sempre buscamos pela conversa, pelo diálogo, para que não exista prejuízo maior às famílias. Mas muitas mereciam, as situações de maus tratos que já encontramos é sem explicação”, contou. As Ongs e responsáveis possuem o direito de entrar em residências e pegar os animais quando são encontrados em situações de abandono, mesmo sem autorização dos responsáveis. 

Como está a situação do castramóvel?

Há mais de um ano Ibirubá foi contemplada com o castramóvel, no entanto, ainda não é possível de ser utilizado. Situação que levanta diversos questionamentos da comunidade. Joseane explica que para funcionar o castramóvel precisa corresponder a diversas exigências estabelecidas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, a primeira etapa, que já está finalizada e aprovada, é a questão que envolve medicamentos e utensílios. Quando o castramóvel chegou não havia todos os medicamentos e equipamentos para o funcionamento, o que foi viabilizado pela administração para ser concluído. Após isso, o trâmite seguinte exigia uma série de exigências e documentações dos responsáveis, que também foi organizado. A última etapa que está sendo viabilizada também envolve documentações e a contração de um veterinário “O nosso castramóvel é um dos melhores da região. No entanto, essas exigências são o que travam, há uma lista com mais de 23 itens de documentos e formulários que precisam ser enviados ao conselho, além da contração de um veterinário. O conselho só libera o funcionamento se tudo estiver conforme as exigências, caso contrário não podemos utilizar”, explicou . Outra preocupação é onde o castramóvel será instalado, por receio a vandalismo e falta de segurança e também por não ser recomendado transitar com o trailer, a ideia que está sendo pensada é instalar o castramóvel na Ong Mi Au Ajuda, em um espaço coberto, para evitar  danificação nos equipamentos clínicos. 

Devido a pandemia, alguns recursos que a Ong recebia para viabilizar a castração não puderam ser destinados. Entre os motivos para o crescimento de animais da rua está o abandono e a falta de castração. EM anos passados foi realizado um projeto de castração, subsidiado por verbas destinadas pelo fórum, que possibilitou a castração de mais de 950 animais. No entanto, esse dinheiro este ano foi destinado ao Hospital Annes Dias. 

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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