Connect with us

Colunistas

LIVRO NOVO CHEGANDO

Published

on

Dentro de alguns dias já estará disponível à venda para todos, o nosso novo livro, “TROPEIRISMO: O POUSO DA CRUZ ALTA E OS CAMINHOS DA INTEGRAÇÃO NACIONAL”, que escrevi em co-autoria com a professora Sandra Denise Paula de Souza. O tema é imprescindível para todos que desejam mergulhar nas raízes ancestrais de Cruz Alta e, principalmente, desvendar todos os meandros do Tropeirismo, fenômeno histórico, que teve papel fundamental na integração geográfica, social,  econômica e cultural do país. Foi um dos principais responsáveis pela  formatação da identidade do povo gaúcho e brasileiro, embora com diferentes características, típicas de cada região. Muitas cidades surgiram ao longo de suas rotas, como Cruz Alta. Foi o principal meio de transporte do país, utilizando lá animais de carga, especialmente Muares para movimentar mercadorias por todo o território…O Tropeirismo é uma das temáticas que agora compõem o Referencial Curricular Municipal de Cruz Alta, ou seja, o assunto será abordado para os alunos das escolas em geral do município. Nessa obra, a professora Sandra faz uma abordagem sob o ponto de vista pedagógico. De minha parte, elaborei a pesquisa histórica. O livro traz um conjunto muito interessante de informações e imagens, que irão surpreender você. Escrever sobre o Tropeirismo era um desejo antigo, pois a historiografia relacionada à temática, com foco nessa região e os antigos caminhos trilhados pelos tropeiros, ainda estava bastante carente. A editora é a conhecida Martins Livreiro, de Porto Alegre. O prefácio é da professora e pesquisadora Lucila Maria Sgarbi Santos, idealizadora e coordenadora do Seminário Nacional de Tropeirismo – SENATRO de Bom Jesus-RS. A apresentação é de Valter Fraga Nunes, biólogo, Mestre em Botânica e estudioso do tema, um dos idealizadores do projeto Tropeirismo nas Escolas, residente em Viamão-RS onde é integrante do Núcleo de Pesquisa Histórica local.

Estaremos anunciando pelas redes sociais o lançamento dessa obra, que será fundamental para o estudo e a compreensão de nossas raízes, locais, regionais e nacionais. A capa abaixo ainda é uma arte sem finalização. Aguarde…

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Colunistas

OS ÍNDIOS NEGROS DOS ESTADOS UNIDOS…

Published

on

Sempre que ouvimos falar dos povos nativos da América do Norte, nos vem à mente a expressão “peles vermelhas”, muito usada na literatura e nas produções de Hollywood. Desde então esse tom de pele tornou-se um estereótipo para designar os indígenas norte-americanos.

No entanto, existem índios pretos também. Você sabia?

Os índios negros são índios culturalmente nativos norte-americanos, que também possuem uma herança afro-americana significativa. Muitos povos indígenas das florestas orientais, como o Narragansett, Pequot, Wampanoag, Seminole e Shinnecock, bem como de nações historicamente do sudeste, como Choctaw, Creek e Cherokee, possuem um grau significativo de sangue africano e muitas vezes ascendência européia também.

NA HISTÓRIA…

Historicamente, certas tribos nativas americanas tiveram relações estreitas com afro-americanos, especialmente em regiões onde a escravidão era predominante ou onde negros livres residiram. Membros das Cinco “Tribos Civilizadas” (Creek, Chickasaw, Choctaw, Seminole e os Cherokee), participaram da prisão de afro-americanos escravizados no Sudeste e alguns escravos ou ex-escravizados migraram com eles para o Oeste na Trilha das Lágrimas em 1830 e mais tarde durante o período da “Remoção dos Índios”.

Em tratados de paz com os EUA após a Guerra Civil Americana, as tribos escravistas, que se aliaram aos Confederados, eram obrigadas a emancipar os escravos e dar-lhes plenos direitos de cidadania em suas nações. Desde então, ficou o legado dessa miscigenação. Alguns exemplos estão nas fotos a seguir, inclusive de obras literárias sobre o tema.

Continue lendo

Colunistas

Meu filho está com atrasos no desenvolvimento e agora?

Published

on

Uma avaliação completa deve ser feita por uma equipe multidisciplinar, o pediatra deve encaminhar a família para que a criança seja avaliada pelo neuropediatra e também por profissionais como psicólogos, psiquiatras infantis quando possível, fonoaudiólogas, fisioterapeutas, entre outros.

 O levantamento das informações sobre a criança acontece a partir da observação do comportamento dela em diferentes ambientes, ou seja, a entrevista para a coleta de dados deve ser feita com os pais, professores e cuidadores para posteriormente ser analisado e avaliado pelo neuropediatra ou psiquiatra infantil a existência de atrasos no desenvolvimento e se estão associados a alguma Perturbação do Neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro do Autismo-TEA.

O diagnóstico precoce para o TEA ainda não é uma realidade no Brasil, alguns sinais podem aparecer muito cedo ou ainda podem ser sutis e passarem despercebidos. Geralmente é quando a criança chega na escola, a partir do ensino obrigatório, então com quatro anos, que as dificuldades ficam mais evidentes.

O parecer da professora e da auxiliar de ensino da Educação Infantil é imprescindível, pois muitas vezes são essas pessoas que passam mais horas do dia convivendo diretamente com a criança. Por isso a importância de se ter uma ferramenta de rastreio acessível também no meio educacional, como a escala M-CHAT.

O fechamento de qualquer diagnóstico só é dado após análise extensa do comportamento infantil em diversos ambientes e com diferentes pessoas, observando-se a faixa etária em que se encontra, tendo como parâmetro os Marcos de Desenvolvimento Infantil das crianças típicas. E só pode ser dado por um especialista da área médica.

Se uma criança típica precisa de estímulos diariamente e geralmente isso acontece de forma natural na interação com outras crianças e familiares, por exemplo, em uma criança com TEA isso não vai acontecer espontaneamente dada a sua limitação em interagir com o outro, dificultando o seu desenvolvimento global. Para isso acontecer vai precisar de terapias que a ajudem a desenvolver tais habilidades, como os modelos baseadas na ciência ABA, além de muita estimulação extra nas atividades com a família e na escola.

As Intervenções Precoces assim como as terapias baseadas em ABA necessitam de consistência e frequência, para isso as horas de estimulação devem ser complementadas pela família e pela escola com a certeza de que todos os sujeitos envolvidos na vida da criança possuem os mesmos objetivos. Assim contemplar o ideal de no mínimo quinze horas semanais de intervenção fica mais fácil se cada um fizer um pouquinho, aproveitando inclusive todas as oportunidades rotineiras.

Procure uma clínica especializada em estimulação precoce e invista em seu filho! Meia hora por semana com vários profissionais não vai surtir efeito para recuperar os atrasos do desenvolvimento! É preciso intensidade e frequência nas terapias para se alcançar resultados!

Continue lendo

Colunistas

Inflação: mentiram para você para encobrir os verdadeiros culpados

Published

on

Produtores e comerciantes ganham a culpa, enquanto o real culpado fica livre

Imagine a seguinte situação: em setembro de 1994 você comprou uma casa no valor de 200 mil reais. Em setembro deste ano, você resolve vender essa casa e consegue um comprador por 1 milhão e 200 mil.

Você acredita que fez um bom negócio? Com certeza! Afinal, um milhão em um único negócio não é para qualquer um. E se eu lhe dissesse que você perdeu dinheiro?! Eu explico melhor.

Isso se chama ilusão monetária. Você obviamente ganhou a mais do que gastou. Porém, o poder da inflação ao decorrer desses anos consumiu o poder de compra desse dinheiro.

Nesse período, nós tivemos uma grande desvalorização da nossa moeda. Para se ter uma ideia, imagine que você recebeu uma nota de R$100 em 1994. Para receber o equivalente a essa nota hoje, você deveria ganhar R$868! Surpreso?

Mas voltando a venda da casa. Vamos fazer o mesmo raciocínio: quanto aqueles 200 mil valeriam hoje? Pasmem: R$1.736.835,76. Ou seja, nessa venda da casa, você perdeu mais de 500 mil reais!

Isso ocorre por um reflexo da inflação: o aumento de preços. E é aqui que mentiram para você para encobrir o verdadeiro culpado. Esse aumento de preços é uma consequência. A inflação é algo diferente, é um problema monetário. Calma, é bem fácil de entender.

Você deve ter percebido a alta dos preços dos alimentos no mercado. E isso tudo tem a ver com a quantidade de dinheiro rodando na economia. O governo tem a sua disposição uma máquina de imprimir dinheiro. É isso mesmo!

O Banco Central, respeitando alguns critérios, pode criar dinheiro do nada para pagar a dívida federal, por exemplo. Ou ainda para pagar o auxílio emergencial do COVID, tudo com a justificativa de aumentar o consumo e acelerar a economia. Parece ótimo né? Mas existem consequências ao usar essa impressora mágica.

Ao injetar dinheiro na economia, termos o aumento do consumo. Ou seja, as pessoas gastam mais dinheiro. Com a maior procura por produtos e serviços, os preços sobem.

Outra consequência é a desvalorização do Real perante a outras moedas (Dólar, por exemplo). Não é à toa que o Real tem o pior desempenho entre os principais países emergentes neste ano. O dólar caro, por sua vez, contaminou os preços em reais dos alimentos. Como tudo é negociado em dólares, como o arroz, por exemplo.

Se isso não fosse o bastante, por causa do Real desvalorizado, as exportações estão batendo recorde. Ganha-se mais ao exportar do que manter o produto aqui dentro para o consumo. Mesmo com safras recorde, está havendo o desabastecimento no mercado interno.

Os donos de supermercado, que apenas compram dos produtores para revender aos consumidores, nada podem fazer quanto a isso. E normalmente são apontados como culpados.

Será questão de tempo para algum político aparecer com uma outra solução mágica populista: o tabelamento de preços. Aí só nos restará orar…

Continue lendo

Colunistas

O que é reflexão ou competência reflexiva?

Published

on

Atualmente, muito se defende a necessidade de formar professores que reflitam sobre sua prática, no intuito de modificá-la, melhorando-a não só em benefício do professor, mas de todos que compõem a comunidade escolar.

Segundo Alarcão:

 “Os professores desempenham um importante papel na produção e estruturação do conhecimento pedagógico porque refletem, de uma forma situada, na e sobre a interação que se gera entre o conhecimento científico […] e a sua aquisição pelo aluno, refletem na e sobre a interação entre a pessoa do professor e a pessoa do aluno, entre a instituição escola e a sociedade em geral. Desta forma, têm um papel ativo na educação e não um papel meramente técnico que se reduza à execução de normas e receitas ou à aplicação de teorias exteriores à   sua própria comunidade profissional (2005, p. 176).”

Nesse sentido, o docente como profissional reflexivo não atua como um mero transmissor de conteúdos, mas, em sua interação com os alunos, professores, e toda a comunidade escolar, é capaz de pensar sobre sua prática, confrontando suas ações e aquilo que julga acreditar como correto para sua atuação profissional com as consequências a que elas conduzem. Dessa forma, fica evidente a necessidade de adequar as teorias utilizadas em sala de aula com a realidade e a necessidade dos educandos, e não se basear em teorias que nada têm a ver com os aprendizes. A prática reflexiva deve estar baseada nas competências profissionais. É no momento da ação educativa que o educador expressa sua sabedoria por meio da transformação de seu conhecimento em prática. A capacidade de adaptar suas ações em situações que propiciem a aprendizagem demonstra as competências do professor, já um professor reflexivo não se limita apenas ao que aprendeu durante sua graduação. Mas constantemente examina seus saberes como forma de compreender seus fracassos. Em virtude destes fracassos ele se impulsiona em uma jornada do querer aprender para aprender a ensinar.

Profissional Reflexivo: No caso o Professor

O professor, conforme Alarcão (2005), deve ser um prático e um teórico da sua prática. Nesse sentido, “a reflexão sobre o seu ensino é o primeiro passo para quebrar o ato de rotina, possibilitar a análise de opções múltiplas para cada situação e reforçar a sua autonomia face ao pensamento dominante de uma dada realidade” (ALARCÃO, p. 82-83). A autora complementa, citando que a atitude reflexiva do professor pode fazer com que os próprios alunos se tornem reflexivos, por meio das propostas de trabalho que lhes forem feitas em aula, do modo como lhes forem apresentadas e da forma de avaliação e reflexão sobre as ações desenvolvidas. Dessa forma, fica claro que o entendimento do que constitui uma prática pedagógica crítico-reflexiva está distante de um apontamento acabado. Contudo, é uma tentativa de buscar soluções para questões relativas ao trabalho docente, sua identidade, bem como das necessidades escolares e sociais, cujo enquadramento se efetiva nas práticas pedagógicas, tarefa central da profissão docente. Diante destes apontamentos, os quais nos fazem repensar a nossa caminhada como professor (pessoa) e profissional, convido a refletirem sobre as inúmeras possibilidades que estamos nos deparando nos dias atuais, com o próprio ensino híbrido, o qual para muitos colegas ainda é uma novidade, e isso não me causa surpresa, pelo contrário, percebo que como professores a classe, aprende rapidamente e compartilhamos nossas conquistas perante as dificuldades existentes, mas percebo que estamos longe de um sistema de EDUCAÇÃO, eficaz e que supra com as necessidades existentes, mas fica o meu desejo como profissional, que um dia tudo isso melhore, independente do que virá.

Figura 1 – Mapa Conceitual Sobre Fluência Tecnológica dos Professores (DESEJÁVEL). Acessado em: 13/09/2020 às 20:00 (todos os direitos autorais reservados)

Alexandro de Abreu Licenciatura em Educação Física, Especialização em Psicopedagogia Institucional, Especialização em Supervisão Pedagógica e Orientação Educacional AEE – Atendimento Educacional Especializado, Mestrando em Educação: Formação de Professores

Continue lendo

Colunistas

Coluna Rossano Cavalari

Published

on

AS 20 LEIS DOS SIOUX…

Uma das maiores contribuições dos nativos da América do Norte para as gerações presentes e futuras, foi sua filosofia, expressada em versos, poemas, frases e citações diversas, em especial sobre a relação do ser humano com nossa morada física, o planeta Terra. Os Sioux, uma das maiores e mais influentes nações dos povos indígenas da América, por exemplo, deixaram consolidados parte de seus ensinamentos em um código de conduta, conhecido como “As 20 Leis dos Sioux”:

1) Levante com o Sol para orar – Ore sozinho. Ore com frequência. O Grande Espírito escutará você.

2) Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho – A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

3) Procure conhecer-se, por si próprio – Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4) Trate os convidados em seu lar com muita consideração – sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

5) Não tome o que não é seu – Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não foi ganhado nem foi dado, não é seu.

6) Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra, sejam elas pessoas, plantas ou animais.

7) Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas – Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

8) Nunca fale dos outros de uma maneira má – A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.

9) Todas as pessoas cometem erros – E todos os erros podem ser perdoados.

10) Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito – Pratique o otimismo.

11) A natureza não é para nós, ela é parte de nós – Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.

12) As crianças são as sementes do futuro – Plante amor nos seus corações e regue com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

13) Evite machucar o coração das pessoas – O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

14) Seja sincero e verdadeiro em todas as situações – A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

15) Mantenha-se equilibrado – Seu mental, seu espiritual, seu emocional, e seu físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu físico para fortalecer o seu mental. Enriqueça o seu espiritual para curar o seu emocional.

16) Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá – Seja responsável por suas próprias ações.

17) Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros – Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isso é proibido.

18) Comece sendo verdadeiro consigo mesmo – Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

19) Respeite outras crenças religiosas – Não force suas crenças sobre os outros.

20) Compartilhe sua boa fortuna com os outros – Participe com caridade.

Continue lendo

Colunistas

Coluna Diego: O VERDADEIRO ZORRO

Published

on

O Zorro realmente existiu. E com essa alcunha, El Zorro. Era irlandês e tinha como verdadeiro nome Willian Lamport.

Integrante do clã dos Lamport, o jovem inicialmente lutou duas guerras no Século XVI e ainda se envolveu romanticamente com uma rica nobre espanhola.

Posteriormente, decidiu estudar filosofia em Santiago de Compostela, na Galícia. Depois, migrou para o tradicional monastério El Escorial, a 45 quilômetros de Madri, onde mergulhou na teologia. 

Um belo dia, Lamport escreveu um panfleto criticando o domínio da coroa inglesa contra a Irlanda. Foi considerado traidor e preso. Até hoje ninguém sabe como ele fugiu. Ele simplesmente desaparecerá da prisão. E foi capturado por piratas. E se tornou corsário, por dois anos. 

E, com 25 anos, em 1640, depois de percorrer todo o continente europeu, aprender 14 idiomas e encarar várias guerras, William voltou para a Espanha e resolveu que fincaria suas raízes ali mesmo. Mudou seu nome para Guillén Lombardo e foi agraciado com uma bolsa para ingressar no Colégio Imperial de Madri. 

A essa altura, o errante irlandês já era conhecido por suas bravatas e caiu nas graças de Gaspar de Guzmán y Pimentel, o conde-duque de Olivares, um dos homens mais importantes de toda a Espanha, braço direito do rei Felipe IV. Nessa época, Lombardo também já ensaiava os primeiros passos para tornar-se El Zorro: dominava a espada com a mesma habilidade com que arrebanhava corações. Sua vítima mais conhecida nessa época foi Ana de Leiva, uma nobre da corte espanhola.

O caso do irlandês errante com a rica espanhola terminou no exílio de Lombardo na Nova Espanha, atual México. Ali foi iniciado por índios em rituais de feitiçaria, somando a bruxaria a seu currículo. E isso fez ele ser preso pela inquisição. Na noite de Natal de 1650, no entanto, elaborou uma fuga tão fantástica que espalhou-se o boato de que ele tinha pacto com o diabo. Com 35 anos, o aventureiro virou, então, El Zorro, que, em espanhol, quer dizer raposa – ou, no sentido figurado, homem astuto. 

Tornou-se um cavaleiro, que, como um fantasma da noite, vagava pelas cidades, fazendo justiça com as próprias mãos. Zorro zombava dos soldados e distribuía folhetos pregando contra a Inquisição.

Dois anos depois, Zorro foi preso novamente e condenado por heresia e fornicação, uma vez que na sua captura ele estava na cama com a mulher do vice rei  don López Díaz de Armendáriz. Foram sete anos preso, até que a execução foi marcada. 

Zorro seria queimado vivo e foi conduzido até o local da execução. No entanto, antes de morrer, disse que iria fazer sua transição para outro plano do modo que ele queria e usou as cordas que o amarravam para se enforcar, zombando pela última vez dos soldados da coroa e da Igreja. E se tornou mito naquela região…

Johnston McCulley criou o personagem Zorro inspirado em Lamport.  Nas histórias em quadrinhos, tv e cinema, Zorro é o nobre Don Diego de la Vega, um homem rico que luta secretamente contra as injustiças em Los Angeles, durante o período em que a Califórnia estava sob o jugo da coroa espanhola. 

Meu nome, Diego, é uma homenagem feita por meu pai ao personagem Zorro.

Continue lendo

Colunistas

É POSSÍVEL PERDER GORDURA SEM PERDER MASSA MUSCULAR?

Published

on

PERDER GORDURA SEM PERDER MASSA MUSCULAR é possível sim, mas não é tão simples, uma vez que as vias de sinalização intracelular que favorecem processos catabólicos são antagônicas às vias de sinalização que favorecem processos anabólicos.

Em restrição calórica o corpo tende a favorecer mais a oxidação de gordura, mas também vai aumentar o catabolismo de carboidratos e proteínas. É possível reduzir a degradação de proteínas e até mesmo ter balanço nitrogenado positivo (síntese proteica > degradação proteica) com ajustes na dieta, no treinamento e no ambiente hormonal.

O EXERCÍCIO ajuda a prevenir a perda de massa muscular (mesmo aeróbico), principalmente a musculação. A musculação promove uma sinalização que estimula a síntese proteica, mas o ganho de massa muscular depende de outros fatores, principalmente do balanço energético, composição da dieta e também do ambiente hormonal. Indivíduos com mais gordura corporal (obesos) têm menor risco de perder massa muscular em déficit calórico e indivíduos magros têm risco maior.

Um indivíduo iniciante também tem maior chance de ganhar massa muscular se a restrição calórica não for tão grande e a composição da dieta for adequada, contendo mais proteínas (~2,0 – 3,5 g/kg) e sem uma grande restrição de carboidratos. Isso acontece porque parte da energia gerada pelo catabolismo de gorduras pode ser utilizada para aumentar a síntese proteica, desde que haja sinalização para isso (musculação).

Continue lendo

Colunistas

Cidades Inteligentes

Published

on

Prof Jocelito André Salvador, Founder e CEO da Conducere Inteligência Corporativa. Mentor e assessor de Smart Business.

As necessidades de adaptação do que conhecemos hoje, do que precisamos aprender e do que necessitamos aprender e ainda não sabemos que vamos necessitar é algo que não tem volta na nossa era. A Era do Conhecimento.

Vamos pegar outro exemplo?

Como você se relacionava com o seu banco há 10 anos? Como se relaciona hoje? Com quantas pessoas, hoje, você efetivamente interage ao ir ao seu banco? Melhor, muitas vezes sequer você vai ao banco para fazer o que necessita, não é mesmo?

Ibirubá registra primeiro feminicídio do ano

A questão é que com o avanço da IA (Inteligência Artificial) e outras tecnologias, como a internet móvel de alta velocidade, a sua forma de trabalhar, de se relacionar com as pessoas, fazer suas compras e “ir ao banco” vai mudar MUITO ainda.

Assim, a decisão é simples, não necessariamente fácil: Ibirubá e região se adaptam às novas demandas mundiais ou será uma “região fantasma” em poucos anos.

Isto quer dizer que esta região tem que fazer o seu tema de casa, ou seja, o que cidades como Florianópolis e Bento Gonçalves já estão fazendo há algum tempo. Não é a toa que no mês de novembro deste ano Floripa sediou o 12º. KCWS (Knowledge Cities World Summit).

Este nome que parece um palavrão quer dizer apenas que foi uma conferência mundial para tratar das cidades inteligentemente sustentáveis, ou seja, baseadas no conhecimento das pessoas e no uso das tecnologias mais avançadas. Inclusive Bento Gonçalves ganhou um prêmio internacional nesta edição.

Ocorre que todo este discurso tem um objetivo claro: fazer com que você saiba que o futuro lhe apresentará inúmeras oportunidades. Porém, cada um necessita fazer o seu papel para que as pessoas e o meio ambiente não sejam simplesmente utilizados como “recursos” em nome de um tal de progresso, que já se demonstrou não ser sustentável. Ao menos da forma como viemos conduzindo nossas ações nas últimas décadas.

Vamos falar mais a respeito disto!

Até logo!

Continue lendo

Colunistas

Educação Financeira: Conhecimento e informações para mudanças no comportamento das crianças

Published

on

A escola e a família têm o dever de zelar, acompanhar e principalmente formar nas crianças competências e habilidades, para que estas se tornem adultos capazes de realizarem suas obrigações com responsabilidade. Segundo o autor do livro Desenvolver Competências ou Ensinar Saberes? Philippe Perrenoud, (sociólogo e Antropólogo suíço), em um dos capítulos deste livro, discorre sobre as disciplinas ausentes do ensino obrigatório. Uma delas seria Ciências Econômicas. O autor faz o seguinte questionamento: “O que faz a escola para ajudar as pessoas a compreenderem a economia que rege as suas vidas? ”. Queremos chamar atenção sobre a Educação Financeira. Ouvimos falar diariamente que as pessoas gastam em alguns casos mais do que deviam. Enquanto alunas do curso de Matemática do IFRS Campus Ibirubá, participamos de um projeto de Extensão, em 2018, chamado Educação Financeira: uma proposta de reflexão, organização e ação para alunos do Ensino Fundamental. Neste projeto desenvolvemos atividades com as crianças de 3º e 5º anos na Escola Estadual de Ensino Fundamental Edson Quintana, do município de Ibirubá. Algumas famílias não conseguem auxiliar satisfatoriamente seus filhos, com relação a esse assunto, pois as vezes não possuem o controle de suas contas. É dever da escola proporcionar esta formação.

As crianças precisam receber orientações no sentido de que: não podemos comprar tudo o que queremos ou desejamos, que é necessário ter um planejamento quando se quer comprar determinadas coisas, pois gastar demais pode vir a comprometer nosso orçamento. Esse projeto tem por objetivo levar sugestões sobre organização financeira através de atividades como: leitura de textos, fábulas infantis, jogos, vídeos, questionamentos orais, entrevistas realizadas na comunidade, sugestão de uma planilha de controle dos gastos do mês, encaminhada para as famílias, pesquisa de preço no comércio, foram algumas das ações propostas. Outra atividade apresentada foi lembra-las de que existem brincadeiras que podem ser realizadas, sem precisar de dinheiro, pois entendemos que momentos de lazer e diversão, são extremamente saudáveis e contribuem para termos qualidade de vida, neste momento elas puderam também questionar membros da sua família e trazer sugestões. Levamos as crianças a uma agência bancária, onde puderam receber informações sobre produtos que um banco oferece, e o significado e utilidade destes produtos. Os alunos demonstraram grande interesse em realizar as atividades propostas, tirando dúvidas e colaborando com exemplos que trazem de casa. Aprender a administrar tanto o dinheiro quanto suas escolhas, pelo conhecimento, desenvolve virtudes e valores para a vida adulta. Gastar impulsivamente, sem necessidade, é uma consequência de comprar movido por desejos.

Quando evitamos comprar algo desnecessário, podemos economizar para investir em projetos maiores, como por exemplo, fazer uma viagem, realizar um curso, investir em um negócio, comprar uma casa, ter uma condição de vida melhor. Dessa maneira, a criança descobre que pensar e verificar se realmente aquilo que comprar é necessário ou desejável. A comunidade escolar considerou este trabalho muito positivo na formação dos alunos.

Alunas: Ilda Graziela Vogel, Cristiane Rebouças de Lara, Isadora Fredrich. Coordenadora : Professora Me.Marsoé Cristina Dahlke / IFRS-Campus Ibirubá

Continue lendo

Colunistas

Empresas inteligentes são uma realidade ou apenas utopia?

Published

on

Autor: Jocelito André Salvador, Founder e CEO da Conducere Inteligência Corporativa. Mentor e assessor de Smart Business. Professor universitário, com ênfase em controladoria, educação corporativa, gestão do conhecimento e inovação. Coautor do livro Inovação e Cidades Inteligentes: desafios e oportunidades para as cidades do século XXI.

Autora: Valeska Schwanke Fontana Salvador é CPO e CO-Founder da Conducere Inteligência Corporativa. Mentora, professora universitária e Advisor de Smart Business. Possui especialização em Inovação em Tecnologia Educacional e Design Instrucional/Educacional.

Nós estamos trabalhando, nas últimas edições, os temas inovação, empresas e cidades inteligentes. O intuito é demonstrar a sua conexão, ou não, e como isto pode impactar a sua vida, enquanto cidadão, empreendedor, empresário e/ou profissional de carreira.

Para que a gente possa relembrar os principais tópicos, que já foram tratados anteriormente, vale citar o seguinte:

  1. As cidades, ditas inteligentes, não somente aquelas que adotam alta tecnologia e tudo se resolve como num passe de mágica. Faz-se necessário, além do uso da tecnologia, focar na inovação, no empreendedorismo e, em especial, na criatividade das pessoas. Desta forma serão cidades inteligentemente sustentáveis.
  2. A inovação é, muito além de um conceito abstrato e distante, algo que impacta ou afeta todas as empresas e pessoas, mesmo as mais resistentes à mudança. Inovação não é a “onda da vez”. Ela é um processo que sempre esteve e estará presente nas ações humanas. Ela é qualquer processo, produto ou serviço que seja realizado de maneira diferente da habitual e que a partir disto resulte em algo melhor para as pessoas.

Então, quem podemos considerar como empresas inteligentes?

Ah, antes de responder diretamente a questão, vale este parêntesis. Este não é um conceito amplamente aceito nos meios acadêmicos e profissionais, pois é algo relativamente novo. Porém, é algo em que acreditamos e temos trabalhado nos últimos anos.

Em linhas gerais, as empresas inteligentes são as que se utilizam dos talentos das pessoas e suas competências desenvolvidas para gerar inovação constante e contribuir para que haja cidades (com suas áreas urbanas, rurais, de campo) mais inteligentes.

Assim como falamos das cidades, as empresas inteligentes são aquelas que compreendem que as pessoas são as verdadeiras responsáveis por criar e recriar o conhecimento. Atacando assim a complexidade e dinâmica do século XXI.

Isto quer dizer que necessitamos de empresas inteligentes para “sobreviver” ao século XXI?

Sim, vivemos uma era sem precedentes na história da humanidade. Onde a velocidade e a complexidade das mudanças é algo muito relevante. Não podemos ignorar tal fator e certamente você já se deu conta disto.

Assim, para que a sua organização consiga minimamente sobreviver a esta era, faz-se necessário que tenha a capacidade de adaptação. Tem tal capacidade quem tem uma empresa inteligente.

Ocorre que há uma pedra no caminho: para se ter uma empresa inteligente, de verdade, precisamos investir nas pessoas.

De fato, querendo nós ou não, dependemos de pessoas. Seja para nos ajudar a planejar, tocar o dia a dia da empresa, vender ou mesmo comprar nossos produtos ou serviços.

Mas qual é o problema nisso?

Ao dependermos das pessoas, temos que admitir as suas falhas, limitações, desvios de foco e objetivos, dentre outras coisas.

Eis o grande problema. Investir em pessoas é algo incerto e duvidoso. Não temos absoluta convicção de que podemos confiar nas pessoas nas quais estamos investindo.

Não é à toa que muitas organizações, independentemente do seu porte ou área de atuação, preferem investir em tecnologia em detrimento das pessoas.

Devo concordar com você que parece um absurdo falarmos em uma empresa inteligente sem contar com as pessoas.

Contudo, você nunca pensou que seria muito mais fácil trabalhar com robôs exclusivamente do que com as pessoas do seu time?

Não sejamos hipócritas. Devemos admitir que a porta larga, o caminho muito mais fácil, para todos parece ser o de prescindir das pessoas e focar somente na tecnologia.

Contudo, vem o primeiro problema: somos seres sociais por natureza. Nosso íntimo humano pede a socialização, o contato com outras pessoas.

Depois disso, vem o segundo problema: a criação do conhecimento organizacional só acontece com a participação humana.

Esta, ao menos por enquanto, é a teoria que dominante na ciência da Administração. Ela foi cunhada pelos japoneses Nonaka e Takeuchi, em meados dos anos 1990. 

Por fim, vem o terceiro problema. Segundo os estudos de Peter Senge, autor da famosa obra A Quinta Disciplina, para termos organizações que aprendem (Learning Organizations), necessitamos de pessoas.

Isto quer dizer que, gostando-se ou não, as pessoas não são recursos à disposição das empresas e muito menos descartáveis.

Vamos falar mais sobre isto na próxima edição.

Até breve!

Continue lendo

Veja Isso