Epagre – TRIGO 2022, SIM OU NÃO?

Com o cenário atual, esta pergunta é a que mais lateja na cabeça do produtor gaúcho. Nesta matéria vamos elencar alguns fatores, para auxiliar os agricultores a tomar esta decisão.

O trigo, além de ser um importante cereal que compõe nossa alimentação, também é base da alimentação animal, extremamente necessário para o Rio Grande do Sul. Os principais agentes financeiros, financiadores do agronegócio já lançaram linhas de crédito para o custeio da safra de trigo 2022, uma ótima oportunidade para a aquisição antecipada de insumos para esta atividade, fugindo da instabilidade de preços e de oferta e demanda. Isso porque o principal componente do custo de produção, o fertilizante de base e de coberta, passa por uma instabilidade muito grande, tanto de preço, como de oferta. 

A cultura do trigo é uma atividade de alto risco para o produtor rural, pois sofre muito com as intempéries climáticas, pois sua implantação se dá no período de migração de ciclo climático (verão/outono) e sua frutificação ou colheita no período do outono/primavera.

A atividade, devido às intempéries climáticas, pode por algumas vezes, deixar rastro deficitário de forma IMEDIATA. Mas o que o produtor busca, além deste resultado IMEDIATO, são os BENEFÍCIOS que a cultura deixa para a safra seguinte de SOJA, que será implantada em sequência a lavoura de trigo.

Podemos aqui elencar alguns destes fatores POSITIVOS, como:

1.   A fertilidade de solo que é aumentada, devido ao fertilizante utilizado para a implantação do trigo, que deixa seu residual no solo;

2.   A palha, residual da colheita do cereal, forma uma camada protetora no solo, que contribui com o nosso sistema de cultivo o Plantio Direto na palha, que ainda após sua decomposição, aumenta o teor de matéria orgânica do solo.

3.   O controle das ervas daninhas, na fase inicial da cultura da Soja, torna-se mais fácil e econômica ao produtor, visto que o herbicida utilizado no final o ciclo do cereal, controla estas ervas daninhas;

4.   A produção de soja, implantada posterior ao trigo, devido às condições acima, apresenta uma produtividade maior, revertendo em uma rentabilidade maior para a atividade subsequente;

5.   A palhada deixada pela atividade de inverno, forma ainda, uma camada protetora no solo, tornando-se uma espécie de cobertor natural, que mantém a umidade no solo, reduzindo o stress pela deficiência hídrica da soja;

6.   Os custos de manutenção de máquinas, implementos, equipamentos e mão de obra, serão diluídos em uma parcela maior de área (inverno e verão), não sobrecarregando somente o ciclo de produção do verão.

Com tudo isso, podemos já tomar uma decisão. Apesar dos custos mais elevados e termos os riscos aumentados, o produtor decide por TRIGO 2022, SIM.

Agora, um fator importante após esta decisão, é utilizarmos as ferramentas certas para nos proteger. Como?

1.   Utilizar o crédito de financiamento do custeio agrícola, ofertado pelos financiadores do agronegócio, utilizando este recurso para “travar” o preço dos fertilizantes e diluir o risco da instabilidade do insumo;

2.   Realizar a contratação, junto ao financiamento da lavoura, de um “mitigador de risco”, ou seja, a contratação da lavoura com Proagro (programa de garantia da atividade agropecuária), ou o seguro agrícola da lavoura;

3.   Buscar no mercado, métodos de fixação de preço da lavoura futura, de parte de produção, garantindo assim a cobertura dos custos;

4.   O saldo remanescente da produção, ficar atento ao mercado, buscando preços mais atrativos e que revertam em uma rentabilidade para a lavoura.

Assim, garantimos a produção deste cereal, que está em nossa mesa, no dia-a-dia.

Maiores informações ou dúvidas, o produtor pode buscar conosco que terei uma satisfação enorme em atendê-lo.

Grande abraço e até a próxima.

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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