Educação Financeira: Conhecimento e informações para mudanças no comportamento das crianças

A escola e a família têm o dever de zelar, acompanhar e principalmente formar nas crianças competências e habilidades, para que estas se tornem adultos capazes de realizarem suas obrigações com responsabilidade. Segundo o autor do livro Desenvolver Competências ou Ensinar Saberes? Philippe Perrenoud, (sociólogo e Antropólogo suíço), em um dos capítulos deste livro, discorre sobre as disciplinas ausentes do ensino obrigatório. Uma delas seria Ciências Econômicas. O autor faz o seguinte questionamento: “O que faz a escola para ajudar as pessoas a compreenderem a economia que rege as suas vidas? ”. Queremos chamar atenção sobre a Educação Financeira. Ouvimos falar diariamente que as pessoas gastam em alguns casos mais do que deviam. Enquanto alunas do curso de Matemática do IFRS Campus Ibirubá, participamos de um projeto de Extensão, em 2018, chamado Educação Financeira: uma proposta de reflexão, organização e ação para alunos do Ensino Fundamental. Neste projeto desenvolvemos atividades com as crianças de 3º e 5º anos na Escola Estadual de Ensino Fundamental Edson Quintana, do município de Ibirubá. Algumas famílias não conseguem auxiliar satisfatoriamente seus filhos, com relação a esse assunto, pois as vezes não possuem o controle de suas contas. É dever da escola proporcionar esta formação.

As crianças precisam receber orientações no sentido de que: não podemos comprar tudo o que queremos ou desejamos, que é necessário ter um planejamento quando se quer comprar determinadas coisas, pois gastar demais pode vir a comprometer nosso orçamento. Esse projeto tem por objetivo levar sugestões sobre organização financeira através de atividades como: leitura de textos, fábulas infantis, jogos, vídeos, questionamentos orais, entrevistas realizadas na comunidade, sugestão de uma planilha de controle dos gastos do mês, encaminhada para as famílias, pesquisa de preço no comércio, foram algumas das ações propostas. Outra atividade apresentada foi lembra-las de que existem brincadeiras que podem ser realizadas, sem precisar de dinheiro, pois entendemos que momentos de lazer e diversão, são extremamente saudáveis e contribuem para termos qualidade de vida, neste momento elas puderam também questionar membros da sua família e trazer sugestões. Levamos as crianças a uma agência bancária, onde puderam receber informações sobre produtos que um banco oferece, e o significado e utilidade destes produtos. Os alunos demonstraram grande interesse em realizar as atividades propostas, tirando dúvidas e colaborando com exemplos que trazem de casa. Aprender a administrar tanto o dinheiro quanto suas escolhas, pelo conhecimento, desenvolve virtudes e valores para a vida adulta. Gastar impulsivamente, sem necessidade, é uma consequência de comprar movido por desejos.

Quando evitamos comprar algo desnecessário, podemos economizar para investir em projetos maiores, como por exemplo, fazer uma viagem, realizar um curso, investir em um negócio, comprar uma casa, ter uma condição de vida melhor. Dessa maneira, a criança descobre que pensar e verificar se realmente aquilo que comprar é necessário ou desejável. A comunidade escolar considerou este trabalho muito positivo na formação dos alunos.

Alunas: Ilda Graziela Vogel, Cristiane Rebouças de Lara, Isadora Fredrich. Coordenadora : Professora Me.Marsoé Cristina Dahlke / IFRS-Campus Ibirubá

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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